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ACAP prevê queda superior a 10% no mercado automóvel nacional

O mercado automóvel nacional de ligeiros deverá cair «pelo menos 10% este ano», prejudicado pelo aumento da carga fiscal, que atingiu os 54% com a entrada em vigor da subida do IVA, disse Fernando Martorell, presidente da ACAP, ao Negocios.pt.

Paulo Soares de Oliveira 05 de Junho de 2002 às 17:12
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O mercado automóvel nacional de ligeiros deverá cair «pelo menos 10% este ano», prejudicado pelo aumento da carga fiscal, que atingiu os 54% com a entrada em vigor da subida do IVA, disse Fernando Martorell, presidente da ACAP, ao Negocios.pt.

O mesmo responsável considera urgente a alteração do actual imposto automóvel se o novo regulamento sobre a distribuição de veículos entrar em vigor em Outubro.

«Se o Governo não fizer nada em relação aos impostos, vai acontecer uma subida exponencial nos preços, porque actualmente Portugal é um dos países com os preços mais baixos antes de impostos», refere o presidente da ACAP.

O mesmo responsável falava à margem da conferência sobre o novo projecto de distribuição automóvel, que tem como principais objectivos a harmonização de preços antes de impostos, «sendo um passo grande na liberalização automóvel intra-europeia».

«Apesar de em Maio se ter verificado uma antecipação de compra de veículos, devido à subida do IVA, o mercado caiu 12%», disse Martorell. O ano passado as vendas de veículos ligeiros recuaram 13,8%.

Martorell explicou que a carga fiscal sobre o automóvel em Portugal atinge agora os 54%, um dos valores mais elevados da Europa, e cima da média europeia que totaliza 20%.

A subida da taxa máxima do IVA de 17 para 19% entrou hoje em vigor. O preço final de um automóvel em Portugal resulta da aplicação de uma taxa (Imposto Automóvel mais IVA) sobre o preço antes de impostos.

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