Automóvel Autoeuropa: Líder da comissão de trabalhadores bate com a porta

Autoeuropa: Líder da comissão de trabalhadores bate com a porta

Sete meses depois de ter assumido o cargo, Fernando Gonçalves bateu com a porta num momento de contestação interna à comissão de trabalhadores.
Autoeuropa: Líder da comissão de trabalhadores bate com a porta
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 11 de maio de 2018 às 23:40
A comissão de trabalhadores (CT) da Autoeuropa perdeu o seu líder. Fernando Gonçalves bateu com a porta perante a contestação de alguns trabalhadores à actuação da CT e do seu coordenador.

A demissão foi revelada ao Negócios pelo próprio Fernando Gonçalves esta sexta-feira, 11 de Maio, garantindo, contudo, que parte "sem mágoa" e que sai com o sentimento de ter cumprido com as suas obrigações. Fernando Gonçalves vai ser agora substituído na CT por outro membro da sua lista.

É de destacar que a comissão de trabalhadores vai-se manter em funções e já agendou uma reunião para quinta-feira, 17 de Maio. Neste encontro, os 11 membros da CT vão escolher entre si os cinco membros da nova comissão executiva, o que inclui o novo coordenador da comissão de trabalhadores da Autoeuropa.

A seguir, na sexta-feira, 18 de Maio, a comissão de trabalhadores volta à mesa de negociações com a administração da fábrica da Volkswagen para negociar a compensação e descanso em relação aos novos horários de trabalho ao sábado e ao domingo que arrancam a 20 de Agosto em Palmela.

A saída de Fernando Gonçalves acontece depois da CT ter sobrevivido ao referendo que pedia a sua destituição. Na votação que teve lugar na quarta-feira na fábrica portuguesa da Volkswagen, 57% votaram a favor da CT, com 38% a defenderem a sua saída, conforme avançou ao Negócios Fernando Gonçalves, coordenador da CT, esta quinta-feira, 10 de Maio.

Este referendo foi marcado depois de um abaixo assinado ter recolhido as assinaturas necessárias. Na base da marcação da votação está o descontentamento de alguns trabalhadores com a prestação da CT, entre o que foram as promessas que a levaram a ser eleita e o resultado das negociações laborais.

Para a CT ser destituída, era obrigatório que dois terços dos trabalhadores votem, bastando depois uma maioria simples para determinar a saída dos actuais representantes laborais, com estas duas condições a não se verificarem no referendo na fábrica de Palmela.



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