Automóvel Autoeuropa tenta recuperar tempo perdido e expedir 23 mil carros até ao fim do ano

Autoeuropa tenta recuperar tempo perdido e expedir 23 mil carros até ao fim do ano

Com o fim da paralisação dos estivadores, a Autoeuropa fixou uma prioridade: expedir o máximo de veículos até ao fim do ano. A empresa quer aumentar a frequência de navios no porto de Setúbal para expedir os 23 mil automóveis parqueados e que valem 300 milhões.
Autoeuropa tenta recuperar tempo perdido e expedir 23 mil carros até ao fim do ano
Miguel Baltazar
Pedro Curvelo 14 de dezembro de 2018 às 17:32

O reforço do número de navios a carregar no porto de Setúbal é a prioridade da Autoeuropa para as próximas semanas. A empresa quer embarcar o máximo possível dos cerca de 23 mil veículos que tem actualmente parqueados a aguardar a expedição.


Com o retomar das operações no porto de Setúbal após o acordo assinado esta sexta-feira entre os estivadores e as empresas operadoras, a fábrica da Volkswagen em Palmela tenta agora recuperar o tempo perdido e acelerar as entregas de veículos.

Diogo Vaz Marecos, gerente da Operestiva, empresa de trabalho portuário de Setúbal, disse ao Negócios que "o primeiro navio com automóveis da Autoeuropa deverá zarpar na segunda-feira (17 de Dezembro)".


"Há uma intenção clara da Autoeuropa de acelerar o embarque de veículos, que valem 300 milhões de euros, estando  previsto um reforço dos navios a rumar a Setúbal", acrescentou. 

"A Autoeuropa congratula-se com o acordo alcançado e reconhece o papel decisivo que o Governo teve neste processo, assim como as restantes partes envolvidas, ou seja, os operadores e o sindicato. Neste momento já está em curso um plano logístico para mitigar a situação das viaturas retidas no Porto de Setúbal", refere fonte oficial da fábrica da Volkswagen em Palmela.

 

Acordo evita paragem imediata e mais longa

A normalização das operações no porto de Setúbal levou a Autoeuropa a fazer "marcha atrás" nos planos de antecipar a suspensão da produção e de aumentar os dias de paragem para um total de 20 em vez dos anteriores 13 dias.


Como noticiou o Negócios, a fábrica de Palmela já tinha começado a notificar os fornecedores de componentes para suspenderem as entregas, admitindo interromper a laboração já esta segunda-feira, 17 de Dezembro. Isto porque já não dispunha de espaço para armazenar mais veículos.

Agora volta tudo à forma inicial: estando prevista a paragem entre 22 de Dezembro e 3 de Janeiro. Esta pausa deve-se à falta de motores para a montagem dos veículos e aos dias de férias colectivas respeitantes ao Natal e Ano Novo.




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