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Autolib acusa BMW de espionagem industrial

A BMW confirma ter realizado testes nos sistemas de recarga dos veículos eléctricos da Autolib, com o propósito de identificar os locais de recarga compatíveis com o novo modelo eléctrico I3. Por seu lado, os funcionários da Autolib afirmam ter visto os técnicos contratados pela fabricante alemã a recolher informações dos veículos eléctricos.

Bloomberg
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 10 de Setembro de 2013 às 14:10
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A Autolib, empresa francesa que gere um sistema pioneiro de partilha de carros eléctricos, avançou com uma queixa contra a BMW, onde acusa a fabricante alemã de espionagem industrial.

 

A queixa foi entregue às autoridades francesas depois de funcionários da Autolib terem afirmado ver indivíduos de aparência germânica a recolher informação sobre os carros eléctricos.

 

Segundo reporta o jornal francês “Le Figaro”, o caso de “espionagem” começou a 21 de Agosto, quando os funcionários que asseguram a manutenção das estações de recarga dos veículos eléctricos, conhecidos como “carros azuis”, avistaram dois indivíduos, alegadamente alemães, a extrair informação com um computador de um dos carros azuis. No mesmo dia, de acordo com o relato dos funcionários da Autolib, os mesmos indivíduos fizeram passar-se por funcionários da empresa francesa, aparentando estar a conduzir testes de manutenção nos veículos.

 

As suspeitas da Autolib aumentaram quando um dos funcionários cruzou a matrícula de um dos “carros azuis” alugados pelos indivíduos germânicos e os dados fornecidos para o aluguer do carro. O funcionário descobriu que o domínio do endereço electrónico utilizado pelos indivíduos correspondia a “P3-group.com”.

 

A P3 é uma empresa de engenharia contratada pela BMW para criar as condições de mercado para o lançamento do novo modelo eléctrico da fabricante alemã, o I3.

 

Ainda de acordo com os funcionários da Autolib, os indivíduos alemães foram vistos em mais duas ocasiões, tendo sido detidos pelas autoridades francesas a 5 de Setembro. Questionados, os indivíduos afirmaram trabalhar para a BMW e a Autolib apresentou queixa contra a fabricante alemã por “abuso de confiança” e “intrusão no sistema de informação”.

 

Segundo o “Le Figaro”, a BMW escreveu ao CEO da Bolloré, que detém a Autolib, onde reconhece que enviou técnicos para realizar “testes de compatibilidade” e desculpando-se por não pedir autorização para tais testes à Bolloré.

 

No entanto, num outro comunicado divulgado esta terça-feira, a filial francesa da BMW negou as acusações de espionagem industrial.

 

“No contexto do lançamento do novo BMW I3, o Grupo BMW está a conduzir testes de rotina na Europa, para identificar a compatibilidade das estações de recarga com o novo modelo”, lê-se no comunicado. “O único propósito dos testes é identificar as estações de recarga que os novos veículos da BMW podem utilizar”, refere ainda o documento.

 

A BMW confirma ter conduzido vários testes em Paris, mas não o de 5 de Setembro, quando os técnicos foram detidos.

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