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Carlos Tavares abandona a Renault depois de mostrar vontade de ser nº1

O português Carlos Tavares, de 55 anos e nº2 da Renault, abandonou hoje o seu lugar na marca francesa. Em comunicado é dito que a decisão foi tomada de comum acordo. A notícia é conhecida depois de há duas semanas, Tavares ter demonstrado vontade de liderar uma grande construtora de automóveis, e reconhecer que seria muito difícil isso suceder na Renault. Chegou a reconhecer, em público, o interesse em assumir a presidência da Ford ou da GM.

Reuters
João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 29 de Agosto de 2013 às 12:00
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Em comunicado, a construtora anuncia que “de comum acordo com a Renault, Carlos Tavares cessou a partir de hoje as suas funções como director geral delegado de operações, afim de prosseguir projectos pessoais”. E acrescenta que “Carlos Goshn agradece pelos resultados que Carlos Tavares ajudou a empresa a alcançar ao longo de todos os anos que passou na empresa”. O presidente do grupo acumulará temporariamente a função de Tavares.

 

Os mercados não demoraram a reagir à notícia, e se esta manhã as acções do grupo francês subiam mais de 2%, após ter sido divulgado o comunicado referente à saída do responsável, cerca das 10h20, as acções começaram a aliviar dos ganhos, invertendo mesmo a tendência. Os títulos seguem com uma queda de 1,13% para 54,42 euros.  

 

A vontade de chegar ao topo

 

Carlos Tavares era considerado por muitos como um sucessor provável do actual líder Carlos Goshn, de 59 anos, mas recentemente (em meados de Agosto), em entrevista à Bloomberg, surpreendeu ao demonstrar intenção de seguir carreira como líder noutras paragens.

 

“Quem for apaixonado pela indústria automóvel chega à conclusão que há um ponto em que temos energia e vontade de chegar a número 1”, disse o ex-Chief Operations Officer da marca francesa - onde chegou há 31 anos como piloto de testes -, mostrando vontade de não querer esperar tanto tempo assim para herdar o posto na aliança.

  

Tavares deu a entender que a sua ambição pessoal de liderar a marca francesa não lhe permitia esperar mais cinco anos, que o próprio acreditava que Goshn ainda passasse à frente da Renault. Nessa altura, o português já teria 60 anos e considerava que seria tarde de mais para assumir a liderança de uma grande construtora.

 

Na mesma entrevista, questionado directamente sobre o interesse em liderar a General Motors, afirmou  que “seria uma honra”. Directamente sobre a sucessão da marca norte-americana disse:  “A GM poderá ter outros bons candidatos em equação e se as coisas não se proporcionarem, não faz mal. Considerarei outras empresas, mas as de Detroit são as que estão a preparar a sucessão”.

 

O actual líder do gigante de Detroit, Dan Akerson, tem actualmente 64 anos e deverá estar a preparar a sua retirada de cena. Outra possibilidade que o português ambiciona é suceder ao posto ocupado por Alan Mullaly, CEO da Ford, hoje com 68 anos, que ficará no poder, pelo menos, até ao próximo ano.

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