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Carlos Tavares: “As equipas da PSA [em Portugal] têm um problema, eu ser português”

Os números da Peugeot no primeiro trimestre em Portugal são bons. A marca subiu ao segundo lugar do ranking de vendas. Mas para o presidente-executivo da PSA, Carlos Tavares, o objectivo não é ficar por aqui. O português quer ser líder em Portugal, e destronar a sua ex-casa, a Renault.

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João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 03 de Abril de 2014 às 17:30
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“Infelizmente as equipas da PSA[em Portugal] têm um problema, eu ser português”, afirmou numa conversa com jornalistas esta quinta-feira, 3 de Abril, em Lisboa. Depois o gestor explicou melhor: “O facto de eu ser português vai-lhes criar um problema que é a minha expectativa em relação a eles: ser número 1!”, exclamou com um dedo levantado.

 

O recém-empossado líder da PSA, Carlos Tavares, disse que a estratégia de como o atingir e em que moldes não será dele mas dos gestores locais. “Agora têm de decidir se querem ser número 1 enquanto grupo, comparando com os outros grupos que estão no mercado, ou se a liderança será atingida por uma das marcas [Peugeot ou Citröen]. A decisão é deles. E o ‘timing’ também será deles”, adiantou.

 

Carlos Tavares considerou que o negócio de venda de automóveis em Portugal  está a “melhorar muito”. Mas “há uma compreensão de que temos de melhorar a qualidade e do negócio”.

 

O presidente-executivo da construtora francesa, numa abordagem ao mercado europeu, reconheceu que “o negócio foi destruído porque os consumidores já não sabem qual é o preço de um automóvel, e entram num concessionário para negociar um desconto e não para comprar um carro”. Para o presidente do grupo francês, os europeus não estão a valorizar a investigação que é feita no sector, e o desenvolvimento tecnológico que necessita de investimento.

 

Para o gestor, as implicações de um modelo de baixos custos na sociedade é grave. “Se só se decidir as compras pelo preço e desconto está a destruir-se o modelo de sociedade em que vivemos. E se o fizermos faremos com que os nossos filhos e os nossos netos tenham uma vida bem mais dura do que a nossa”, lamentou.

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