Automóvel Caso Volkswagen. Um “camião” de processos a caminho da Baixa Saxónia

Caso Volkswagen. Um “camião” de processos a caminho da Baixa Saxónia

Quando se assinala um ano após a descoberta do escândalo de emissões na Volkswagen, os processos de investidores começam a pesar no tribunal de Braunschweig, na Baixa Saxónia. Os consumidores europeus esperam por Bruxelas.
Caso Volkswagen. Um “camião” de processos a caminho da Baixa Saxónia
reuters, bloomberg
Negócios 19 de setembro de 2016 às 16:22

Foi a 18 de Agosto de 2015 que se descobriu um dos maiores escândalos automóveis de sempre: o grupo Volkswagen manipulou as emissões de óxido de azoto em 11 milhões de carros em todo o mundo.

 

Um ano depois, e com os investidores a despachar processos contra a fabricante automóvel com receio de que possa passar o prazo legal para isso, é caso para dizer que o tribunal de Braunschweig está a abarrotar em papelada.

 

Como conta a agência Bloomberg que só dois advogados de investidores avançaram com seis mil processos. Esta segunda-feira, 19 de Setembro, a instância ter recebido cerca de mil processos, a que se juntavam outros 400 anteriores.

 

As imagens para descrever o fenómeno são claras: é preciso um camião para tanto processo, a máquina de fax pode estar a sobreaquecer. Porquê? Aquele tribunal não aceita que os formulários para contencioso cível sejam feitos electronicamente.

 

O grupo Volkswagen poderá ter de pagar mais de 10 mil milhões de euros para fazer face a estes processos dos investidores.

 

Já os consumidores europeus – a quem foi só prevista a reparação dos carros, ao contrário dos norte-americanos que receberam indemnizações – estão a tentar a sua sorte por Bruxelas. Para 21 de Setembro está marca uma reunião entre um representante da fabricante alemã e a Comissária Europeia da Justiça Vera Jourova.

 

Já a agência Reuteurs dá conta que foram reparados menos de 10% dos 8,6 milhões de carros afectados na Europa, com a Volkswagen a admitir que está a assistir a um "progresso lento" na aplicação das soluções aprovadas pelo regulador alemão KBA.

 

Também devido ao escândalo, as marcas Bentley e Lamborghini – detidas pelo grupo – não marcarão presença no Paris Motor Show na próxima semana. A contenção de custos é apresentada como motivo.




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