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“Chairman” da Ferrari abandona cargo depois de desacordos com CEO da Fiat

Os resultados “inaceitáveis”, nas palavras de Marchionne, da equipa de Fórmula 1 da Ferrari vieram potencializar a situação. A mudança tem efeito a 13 de Outubro.

Fernando Alonso	/ Ferrari
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 13:29
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Luca Cordero di Montezemolo vai abandonar a presidência da Ferrari ao fim de 23 anos. Sergio Marchionne, actual CEO da Fiat, vai assumir o cargo. O anúncio foi oficializado esta quarta-feira, 10 de Setembro.

 

Montezemolo deixa a posição de "chairman" a 13 de Outubro, data apontada pela imprensa internacional para que a Fiat – que detém 90% da marca automóvel de luxo – entre em bolsa em Nova Iorque, após fusão com a Chrysler.

 

Os crescentes desacordos entre os dois executivos terão estado na origem do pedido de resignação: Montezemolo queria favorecer a autonomia da Ferrari, Marchionne queria impulsionar a integração da marca no grupo Fiat para reforçar posição no mercado.

 

Os resultados "inaceitáveis", nas palavras de Marchionne, da equipa de Fórmula 1 da Ferrari vieram potencializar a situação.

 

De acordo com o Financial Times, as vendas da Ferrari subiram 5% em 2013, para os 2,3 mil milhões de euros. Nesse ano, a marca vendeu 6.922 veículos, tendo os Estados Unidos da América como o seu principal mercado. A Ferrari fechou o ano passado com lucros de 246 milhões de euros.

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