Automóvel China quer acabar com restrições à compra de automóveis. Setor na Europa sobe mais de 1%

China quer acabar com restrições à compra de automóveis. Setor na Europa sobe mais de 1%

O setor automóvel está a liderar os ganhos na Europa, depois de o governo chinês ter anunciado que quer eliminar gradualmente as restrições à compra de carros no país.
China quer acabar com restrições à compra de automóveis. Setor na Europa sobe mais de 1%
Lusa
Rita Faria 27 de agosto de 2019 às 14:30

Com o objetivo de impulsionar o consumo e contrariar a desaceleração da economia, o governo chinês anunciou esta terça-feira, 27 de agosto, uma série de medidas de estímulo, entre as quais se destaca a eliminação gradual das restrições à compra de automóveis.

Num comunicado publicado no seu site, o Executivo declara que os governos locais que têm restrições à compra de automóveis devem aliviá-las ou eliminá-las gradualmente, ao mesmo tempo que encorajam a compra de veículos não poluentes.

Isto porque, perante o aumento dos níveis de poluição e do tráfego, muitos governos locais impuseram nos últimos anos restrições à compra de carros, essencialmente através de lotarias, nas quais as licenças são dadas gratuitamente – ou sujeitas a uma pequena taxa – ao vencedor, e leilões em que as melhores ofertas obtêm as licenças.

Em reação a este anúncio, o setor automóvel da Europa está a registar ganhos acentuados e a liderar as subidas entre os principais grupos industriais do Velho Continente. O setor valoriza nesta altura quase 1,5%, com a Ferrari a somar 2,17%, a Peugeot a valorizar 1,98% e a Valeo a ganhar 1,82%.

As medidas de estímulo do governo chinês são anunciadas numa altura em que a segunda maior economia do mundo dá novos sinais de desaceleração, penalizada pela disputa comercial com os Estados Unidos, que tem afetado a confiança dos consumidores e empresas e pressionado a procura.

O setor automóvel, um pilar do crescimento da atividade industrial, tem sido uma das grandes vítimas da queda da procura, com as vendas de carros a descerem em julho pelo 13.º mês consecutivo.

"A debilidade dos dados da China deverá ser ainda mais visível em agosto e setembro, e as autoridades deverão avançar com uma flexibilização mais intensa", afirmam analistas do Bank of America Merrill Lynch numa nota citada pela CNBC, acrescentando que essa flexibilização deverá acontecer ao nível dos investimentos em infraestruturas, estímulos ao consumo e política monetária.

Além da eliminação gradual das restrições à compra de automóveis, o governo chinês anunciou ainda que incentivará a transformação de antigas áreas comerciais, estádios e velhas zonas industriais em complexos comerciais modernos, ginásios e centros de lazer, e a renovação de zonas de lojas ao ar livre por todo o país.

O Executivo disse ainda que Pequim alargará o horário de funcionamento do retalho para promover "a economia da noite", com lojas de conveniência e restaurantes abertos durante mais tempo.




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