Automóvel Fabricantes automóveis na Alemanha vêem oportunidades na integração de refugiados

Fabricantes automóveis na Alemanha vêem oportunidades na integração de refugiados

A Daimler e a Volkswagen vêem com bons olhos a chegada de refugiados à Alemanha e acreditam que podem integrar um grande número nas suas fábricas. Dieter Zetsche, administrador executivo da Daimler, diz mesmo que podem contribuir para um grande crescimento económico.
Fabricantes automóveis na Alemanha vêem oportunidades na integração de refugiados
Bloomberg
André Vinagre 15 de setembro de 2015 às 10:36

O administrador executivo da Daimler AG, Dieter Zetsche, afirmou na passada segunda-feira, dia 14 de Setembro, no evento anual Frankfurt International Motor Show que o fluxo de mais de 800 mil refugiados em direcção à Alemanha vai dar ao país as bases para um crescimento económico semelhante à década de 1950 e 1960.

 

O administrador da empresa que detém a Mercedes disse na exposição automóvel de Frankfurt, que "apesar de nem todos os que chegam à Alemanha serem brilhantes engenheiros, mecânicos ou empreendedores, muitos têm capacidades e motivação, já que deixaram tudo para trás para trabalhar num novo país".

 

"Idealmente, isto pode ajudar a florescer um milagre económico", disse Dieter Zetsche, citado pela Bloomberg, comparando com o crescimento registado na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial, que ajudou o país a tornar-se na maior economia da Europa. Dieter Zetsche disse ainda que a Daimler se propõe a apoiar refugiados oferecendo casas e donativos dos seus trabalhadores.

 

Também a Volkswagen afirmou, através do administrador executivo, Martin Winterkorn, que a empresa vai ter postos de trabalho para emigrantes. "Muita gente qualificada está a chegar", disse Martin Winterkorn. "É uma oportunidade para aproveitar as pessoas altamente especializadas e dar-lhes trabalho nas nossas fábricas. É o nosso contributo para acabar com esta crise de refugiados".

 

A Alemanha tem registado um grande número de refugiados a atravessar as suas fronteiras nos últimos meses e, por causa disso, o governo reinstalou temporariamente o controlo fronteiriço na fronteira a sul com a Áustria. A Alemanha tem acolhido mais pessoas que qualquer outro país europeu.




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