Automóvel Governo acompanha de perto situação na Autoeuropa

Governo acompanha de perto situação na Autoeuropa

O Ministério da Economia tem a garantia da administração da fábrica de Palmela que não há postos de trabalho em risco e que o novo modelo vai mesmo avançar em 2017.
Governo acompanha de perto situação na Autoeuropa
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 27 de abril de 2016 às 18:54

A Autoeuropa pode vir a eliminar nos próximos meses um dos dois turnos actualmente em vigor. Perante esta possibilidade, o Governo tem estado em contacto com a fábrica da Volkswagen que deixou duas garantias: não há postos de trabalho em risco e que o novo modelo vai mesmo avançar.

"O Governo reconhece como prioridade estratégica a atracção e retenção de investimento directo estrangeiro, razão pela qual acompanha de perto todos os investimentos estruturantes em Portugal", disse ao Negócios fonte oficial do Ministério da Economia esta quarta-feira, 27 de Abril. "O investimento na Autoeuropa, pela sua importância, não poderia ser excepção".

"O Ministério da Economia está em contacto com a administração da Autoeuropa que assegurou que os trabalhos decorrentes do investimento de 677 milhões de euros estão em curso e de acordo com o planeado", segundo a mesma fonte. Desta forma, a tutela "tem a expectativa que os pressupostos do investimento são para manter".

O Governo tem razões para estar preocupado com este investimento, pois dos 677 milhões de euros uma fatia de 36 milhões corresponde a apoios públicos. Este dinheiro vai servir para dotar a fábrica da Volkswagen de tecnologia que vai permitir construir mais um, ou dois, modelos: a plataforma MQB que vai possibilitar à fábrica construir em Palmela qualquer modelo do grupo Volkswagen.

O novo modelo deverá começar a ser produzido no segundo semestre do próximo ano. É esta a expectativa de António Chora da Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa que aponta a Agosto de 2017 como a data provável para o início de produção.

Até lá, o novo modelo vai ter que ser submetido a vários testes de produção, para assegurar que cumpre todas as regras. "A Volkswagen é bastante conservadora", disse António Chora ao Negócios, apontando que a marca alemã quer ter a produção bem preparada, antes de passar à fase de produção em massa.

Aos trabalhadores, a administração da fábrica da Volkswagen garantiu também que não há postos de trabalho em risco. E que a redução do turno vai servir para organizar a fábrica antes do início de produção do novo modelo no próximo ano.

Já os trabalhadores dos fornecedores da Autoeuropa receiam que esta medida possa provocar a redução de postos de trabalho. É que das 13 empresas do parque industrial, 10 têm como cliente exclusivo a fábrica da Volkswagen. 




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