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Hipermercados de automóveis poderão ser solução para fim do «block-exemption»

O papel de intermediário das gestoras de frotas, a distribuição nas grandes superfícies e os concessionários multi-marca poderão ser algumas das soluções apontadas para a eliminação do «block-exemption», segundo a Andersen Consulting.

Paulo Soares de Oliveira 28 de Dezembro de 2001 às 11:13
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O papel de intermediário das gestoras de frotas, a distribuição nas grandes superfícies e os concessionários multi-marca poderão ser algumas das soluções apontadas para a eliminação do «block-exemption», segundo um estudo efectuado pela Andersen Consulting para a Comissão Europeia.

O «block-exemption» é uma prática contrária às regras comunitárias dos concessionários de um determinado país que limita o número de veículos adquiridos aos seus distribuidores nacionais.

A mesma fonte considera «que as gestoras de frotas já actuam como intermediárias entre os construtores e os clientes finais, demonstrando uma clara direcção para onde se caminha, uma vez que estas compram o veículo, asseguram a sua manutenção e no final do contrato voltam a colocá-lo no comércio».

Outro cenário possível para a eliminação do «block-exemption» reside na possibilidade do retalho automóvel «passar a ser exercido em regime semi-integrado», em que são comercializadas várias marcas num mesmo espaço comercial, segundo a mesma fonte.

As concessões multi-marcas avançadas pelo estudo são outra das possibilidades de evolução para o mercado automóvel, embora a mesma fonte alerte para o facto «deste tipo de concessões ter mais dificuldade em prestar um serviço de pós-venda com boa qualidade».

Esta é uma situação que gera alguma controvérsia, uma vez que os construtores defendem a continuação do sistema vigente.

Em declarações recentes ao Negocios.pt, o presidente do grupo PSA, Jean Martin Folz, defendeu que «os construtores de automóveis, os concessionários, os fornecedores e os próprios consumidores tomaram uma posição unânime sobre este assunto, considerando que o actual sistema é o melhor».

O mesmo responsável considera que «a relação de uma marca automóvel com o seu cliente passa pela compra de carros novos e usados, à retoma do usado, à compra de produtos de financiamento, seguros, peças e acessórios, mas sobretudo pelo encontro de uma estrutura que lhe garanta um excelente serviço pós-venda».

As grandes superfícies são vistas por aquele responsável, «como ideais para vender um número variado de produtos em grandes quantidades de stocks, e só as redes de concessionários automóveis é que têm capacidade para enfrentar um negócio específico como este», argumenta ainda Folz.

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