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Marcas premium resistem melhor à quebra nas vendas automóveis na UE. Opel cai a pique

Nos primeiros oito meses do ano foram vendidos quase menos três milhões de automóveis na UE. Todas as marcas viram as vendas cair, mas as do segmento premium foram menos afetadas.

1.º Volkswagen

1.º Volkswagen
712.627 unidades
A marca alemã mantém a liderança do mercado mas viu as vendas na UE encolherem 32,6% nos primeiros oito meses do ano.

2.º Renault

2.º Renault
467.420 unidades
A marca francesa mantém a vice-liderança do mercado europeu mas viu as vendas recuarem 30,9%.

3.º Peugeot

3.º Peugeot
412.335 unidades
A marca do leão mantém a terceira posição no mercado europeu, apesar da quebra de 31,5% no número de automóveis vendidos.

4.º Mercedes-Benz

4.º Mercedes-Benz
359.534 unidades
A marca alemã subiu da sexta para a quarta posição graças a uma quebra de apenas 21% nas vendas.

5.º Skoda

5.º Skoda
352.561 unidades
A marca checa do grupo Volkswagen avançou do sétimo para o quinto posto ao sofrer um decréscimo de apenas 22,5% nas vendas.

6.º BMW

6.º BMW
328.013 unidades
A marca alemã saltou do 11.º para o sexto posto no ranking de vendas na UE. Isto apesar de as suas vendas terem caído 20,2%.

7.º Toyota

7.º Toyota
327.041 unidades
A marca nipónica foi das menos castigadas com a crise no setor, tendo as suas vendas cedido 21,4%. Assim, subiu do décimo ao sétimo lugar.

8.º Ford

8.º Ford
306.813 unidades
A Ford registou uma descida de 37,1% nas vendas na UE, o que a fez cair da quarta para a oitava posição.

9.º Audi

9.º Audi
294.972 unidades
A marca alemã manteve a nona posição no ranking de marcas mais vendidas na UE. A Audi registou um decréscimo de 29,8% nas vendas até agosto.

10.º Fiat

10.º Fiat
278.020 unidades
A marca italiana viu as vendas diminuirem 36,7%, sendo penalizada pela forte quebra do mercado automóvel italiano, que tem grande peso nas suas vendas.
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 20 de Setembro de 2020 às 16:12
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Nos primeiros oito meses deste ano as vendas de automóveis ligeiros de passageiros na União Europeia (UE) cifraram-se em 6,1 milhões de veículos. Isto representa uma quebra de 32% e menos 2,9 milhões de viaturas vendidas.

A crise no setor atinge todos os fabricantes. Mas não de igual forma. Os número divulgados pela Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) mostram que as marcas "premium" resistiram bastante melhor do que as "marcas de volume".

A marca com menor queda foi a Porsche, a única a ceder menos de 10%. A icónica marca alemã viu as vendas recuarem 8,5%, para 34.682 unidades.

Também com uma descida muito inferior à do mercado surge a DS, marca premium do grupo PSA, com uma quebra de 13,6%, para 24.993 veículos.

A líder do mercado, a Volkswagen, cedeu 32,6%, o que representa menos cerca de 340 mil veículos vendidos. 

Nas marcas de maior volume, as francesas Renault e Peugeot registaram quebras ligeiramente abaixo do mercado. A Renault viu as vendas descerem 30,9% e a Peugeot vendeu menos 31,5%. Isto significa menos 209 mil carros vendidos pela Renault e menos 190 mil pela "marca do leão".

Em contraponto, a Mercedes-Benz viu as vendas caírem "apenas" 21%, o suficiente para subir de sexta a quarta maior marca no mercado europeu. A também germânica BMW escalou do 11.º ao sexto posto graças a uma quebra de 20,2%, a menor excetuando a Porsche e DS.

A Skoda merece uma referência pela resiliência. Com um decréscimo de 22,5% subiu de sétima a quinta marca mais vendida.

Excluindo a Smart, que viu as vendas encolherem 84,6%, cujo desempenho está associado não apenas ao impacto da pandemia mas também à mudança para veículos exclusivamente elétricos, há uma marca que se destaca pela negativa: a Opel.

A insígnia alemã, integrada desde 2017 no grupo PSA de Carlos Tavares, viu as vendas descerem para menos de metade (-50,7%). Este verdadeiro "naufrágio" atirou a Opel do quinto para o 12.º lugar no "ranking" das marcas.

Também entre as fabricantes "perdedoras" contam-se a Ford, que caiu do quarto para o oitavo lugar, a Fiat, que viu as vendas cederem 36,7%, e a Citroën, cujas vendas recuaram 35,5%.
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