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Português Carlos Tavares deverá subir a número dois da Renault

Carlos Tavares deverá ser nomeado COO (Chief Operation Officer) da fabricante automóvel, respondendo apenas ao CEO da empresa, Carlos Ghosn, avança a Bloomberg.

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Um português vai ocupar o segundo cargo mais importante da fabricante automóvel Renault. Carlos Tavares, que estava na Nissan (empresa que tem uma aliança com o greupo francês), deverá ser o próximo COO (Chief Operation Officer) da empresa francesa, respondendo ao CEO, Carlos Ghosn.

A informação foi inicialmente indicada pelo jornal “La Tribune”. “Carlos e Carlos. Um é de origem brasileira, o outro de origem portuguesa. O primeiro tem uma confiança absoluta no segundo que, por sua vez, é um fiel entre os fiéis do outro”. É assim que começa o artigo na publicação francesa que refere a possível movimentação que poderá colocar Carlos Tavares como director de operações da Renault.

Tavares é o responsável da Nissan pela região da América desde 2004 e deverá agora ocupar o lugar que antes estava entregue a Patrick Pelata, que abandonou o cargo depois de ter demitido injustamente três executivos da companhia por alegada divulgação de informações confidenciais.

Tavares destacou-se no início deste mês quando a delegação da Nissan para a América, liderada pelo português, conseguiu um contrato para ser a fornecedora da próxima geração dos táxis de Nova Iorque, num negócio avaliado em mil milhões de dólares (698 milhões de euros).
Entre outros feitos de Tavares na Nissan, está o aumento da produção da empresa japonesa no México e ainda a candidatura bem sucedida para receber o financiamento do Departamento da Energia norte-americano para uma fábrica de baterias para carros eléctricos.

De acordo com uma peça do “Financial Times” de dia 27 de Maio, Carlos Tavares é o nome mais esperado para chefe de operações da Renault, já que conta com o apoio do conselho de administração. Foi já recebido pelo ministro da Indústria francês no início do mês e, posteriormente, pela própria Christine Lagarde, ministra das Finanças.

A publicação adiantava, nessa notícia, que o Estado, com uma participação de 15%, quer que o novo número dois da empresa tenha uma posição mais independente face a Ghosn, dado que este tem de dividir o seu tempo pelos vários mercados em que a fabricante opera.

Tavares entrou para a empresa francesa em 1981, tendo-se graduado pela École Centrale, de França. Quando se mudou para a Nissan, em 2004, estava responsável pelo planeamento e pela estratégia de produto, tendo posteriormente ficado encarregue pelas operações da nipónica naquela região.

Contactada pela Bloomberg, a porta-voz da empresa rejeitou fazer comentários. O Negócios tentou igualmente contactar a empresa, mas ainda não foi possível obter uma confirmação.
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