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Vendas de automóveis caem 32% em Maio; ACAP exige medidas ao Governo

As vendas de veículos ligeiros desceram 32% em Maio, na maior queda mensal registada em 2003, pelo facto de Maio de 2002 ter sido considerado um ano forte. A ACAP «exige» ao Governo que tome medidas para reformar o Imposto Automóvel.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 03 de Junho de 2003 às 20:02
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As vendas de veículos ligeiros desceram 32% em Maio, na maior queda mensal registada em 2003, pelo facto de Maio de 2002 ter sido considerado um ano forte. A ACAP «exige» ao Governo que tome medidas para reformar o Imposto Automóvel.

Segundo os dados hoje anunciados pela ACAP, em Maio foram vendidos um total de 22.343 veículos ligeiros em Portugal. Nos ligeiros de passageiros a queda foi de 35%, enquanto nos comerciais ligeiros a descida ascendeu a 20,3%.

No acumulado de 2003 foram vendidos 110.185 veículos ligeiros, numa queda de 23,9% face ao período homólogo do ano passado.

A ACAP explica a queda sofrida pelo mercado em Maio com dois factores: a alteração da taxa do IVA de 17 para 19% no início de Junho de 2002, poderá ter-se verificado alguma antecipação de compras no mercado de ligeiros de passageiros em Maio de 2002; e «devido ao calendário da Páscoa em 2003, poderá ter-se verificado alguma antecipação de compras em Abril de 2003 e que se reflectiram no mercado de Maio.

ACAP exige medidas ao Governo

No mesmo comunicado a ACAP salienta que este resultado de Maio é «tanto mais decepcionante se atendermos ao facto do INE ter referenciado recentemente que o indicador de confiança relativo a Maio de 2003, apurado no âmbito do Inquérito de Conjuntura aos Consumidores, apresentou uma evolução menos desfavorável face ao mês anterior».

A associação do sector automóvel destaca ainda que a queda registada em Portugal é muito superior à verificada noutros países europeus, exemplificando que, na Alemanha, onde a economia também está em recessão técnica, «se registou uma quebra acumulada de apenas 2,6%».

Segundo a ACAP, «a situação que o sector atravessa reflecte uma profunda crise de confiança dos consumidores portugueses, exagerada por certos sectores da sociedade portuguesa, bem como a excessiva carga fiscal automóvel, decorrente da estagnação da política fiscal automóvel nos últimos 15 anos e da sua desadequação à actual tendência europeia».

«A ACAP exige que o Governo tome as medidas necessárias no sentido de promover a imediata reforma do imposto automóvel, substituindo-o por um imposto que reflicta em termos médios a carga fiscal automóvel da União Europeia», refere a mesma fonte.

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