CFO do banco ING demite-se após investigação de branqueamento de capitais

O banco ING já tinha dado por concluída a investigação na qual era acusado do crime de branqueamento de capitais, mas resolveu tomar novas medidas: o CFO, ligado ao departamento visado na investigação, vai afastar-se do cargo.
Reuters
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Negócios com Bloomberg 11 de setembro de 2018 às 11:52

O responsável da pasta das finanças no banco holandês ING, Koos Timmermans, vai abandonar o cargo na sequência de uma investigação de branqueamento de capitais que recaiu sobre o banco e que se encontra concluída, perante o pagamento de 600 mil euros por parte da instituição.

"Tendo em conta a seriedade do assunto e as várias reacções entre os stakeholders desde o respectivo anúncio e o interesse do banco, chegámos à conclusão que é apropriado que sejam assumidas responsabilidades a um nível executivo", afirmou o presidente, Hans Wijers, esta terça-feira.

O CFO demissionário, antes de assumir estas funções, já tinha sido responsável pela divisão que é visada na investigação de lavagem de dinheiro de que o banco foi alvo. A procura por um sucessor já começou, embora Timmermans tenha aceitado manter-se no cargo até que fosse encontrado um substituto.

Analistas consultados pela Bloomberg defendem que este despedimento põe pressão sobre o mandato do CEO, Hamers, que pode sentir-se pressionado a deixar o cargo.

O banco holandês ING concordou pagar 675 milhões de euros para resolver uma investigação criminal, lançada pelo promotor holandês, no âmbito da qual era acusado de crimes de corrupção e branqueamento de capitais. A instituição admitiu "sérias lacunas na execução das diligências necessárias para a prevenção de crime financeiro e económico" na delegação holandesa, entre 2010 e 2016.

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Os títulos do banco estão a desvalorizar 0,47% para os 11,104 euros. O ING conta com um dos piores desempenhos entre a banca europeia este ano, e atingiu muito recentemente mínimos de 2016. Este recuo, uma quebra de quase 7%, aconteceu no dia em que foi divulgado um relatório que espelhava a preocupação dos executivos em relação à tecnologia de informação e sistemas operacionais do banco. Dias antes, no dia em que foi anunciado o desfecho da investigação, as acções chegaram a desvalorizar mais de 3% .

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