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Três factores a ter em atenção na AG do BCP

Os accionistas do BCP são chamados esta quinta-feira a decidir sobre os próximos passos do banco. A Assembleia-Geral começa às 14:30.

Bruno Simão/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 21 de Abril de 2016 às 09:21
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São dez pontos na ordem de trabalhos na Assembleia-Geral do BCP desta quinta-feira, mas há alguns deverão centrar mais as atenções. Desde a proposta para fazer uma fusão das acções, à solicitação para que os accionistas abdiquem do direito de preferência em futuros aumentos de capital, passando pela escolha da auditora.

Após serem conhecidas, a 28 de Março, algumas das propostas para a AG que se realiza esta quinta-feira a partir das 14:30, as acções do BCP reagiram de forma negativa. Logo na sessão seguinte à publicação dos pontos da ordem de trabalhos os títulos tombaram quase 7%. Chegaram a perder mais de 26% nas oito sessões após aquela divulgação. No entanto, nas últimas semanas têm contido as perdas, minorando a descida para 10% desde 28 de Março.

Reagrupamento das acções para atrair institucionais

Apesar de ser o último ponto na ordem de trabalhos, é um dos que tem reunido mais atenções por parte dos investidores. O BCP propõe aos accionistas que aprovem o reagrupamento de acções. Por cada 193 acções actuais, a administração do BCP pretende que passe a existir apenas uma.

O banco defende que o actual valor unitário das acções (negoceiam em 0,0385 euros esta quinta-feira) "penaliza a mensagem de banco líder e sociedade de referência para o investimento em Portugal". A ser aprovada esta proposta, as acções do BCP passariam a ter um valor unitário de 7,43 euros.

Os analistas referem que o reagrupamento de acções pode ajudar a captar investidores institucionais. "O principal objectivo é tornar o BCP atractivo para o segmento de mercado de institucionais, que usam muitas vezes um preço mínimo como critério de escolha de acções, como é o caso de fundos que não investem em "penny stocks", explica João Queiroz, responsável pela sala de mercados da GoBulling.


Qual o impacto da fusão de acções do BCP para os investidores?
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Patrícia Abreu, jornalista do Negócios, explica a operação de fusão de acções do BCP. Segundo os analistas há vantagens e desvantagens.

Suprimir direito de preferência dos accionistas

Outra das propostas do Conselho de Administração do BCP é de suprimir o direito de preferência dos accionistas em futuros aumentos de capital no prazo máximo de três anos e num montante que não exceda 20% do capital social existente. O banco liderado por Nuno Amado pretende assim abrir a porta a uma operação de reforço de capital com a entrada de novos investidores.

A administração do banco justificou a proposta com a "conhecida complexidade e delicadeza" do "contexto internacional". E considera que "num contexto de necessidade ou conveniência de reforço dos fundos próprios, deva estar preparado para o cenário de, num horizonte temporal de três anos, poder vir a suscitar-se a oportunidade de promover a colocação junto de um ou mias investidores qualificados ou institucionais dos mercados nacionais ou internacionais".


O que está o BCP a propor para as acções e accionistas?
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Maria João Gago, redactora principal do Negócios, explica o que vai o BCP levar à assembleia-geral de accionistas de 21 de Abril, que pode permitir subir a cotação e levar à entrada de novos accionistas.

Deloitte ou PwC?

Os accionistas do banco serão ainda chamados a decidir sobre qual a empresa que irá auditar o banco. Após a renúncia da KPMG, que teve uma ligação de quase três décadas ao BCP, a Comissão de Auditoria da entidade financeira propõe que se opte entre a Deloitte e a PwC.

A decisão estará nas mãos dos accionistas, mas a recomendação da Comissão de Auditoria é que se escolha a Deloitte, por considerar que tem um "perfil que se coaduna com as atribuições do auditor externo do BCP e do Grupo" e "por ter tido um resultado mais elevado" na consulta que foi feita.

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