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A evolução da banca portuguesa em seis gráficos

A liquidez da banca portuguesa atingiu um nível recorde em 2020, num ano em que os depósitos subiram mais do que os créditos. Veja como evoluíram seis indicadores da banca portuguesa no ano passado.

Liquidez em valor mais elevado de sempre

Liquidez em valor mais elevado de sempre

O chamado rácio de cobertura de liquidez (LCR, na sigla em inglês) atingiu os 251,6% no final do ano passado, o valor mais elevado desde que há registo, em termos anuais. No final de 2019, esta percentagem situava-se nos 218,5%.

Depósitos sobem quase 5%

Depósitos sobem quase 5%

As poupanças dos portugueses estão em níveis recorde. Os depósitos cresceram 4,7% no último ano, para 279.749 milhões de euros, de acordo com a síntese de indicadores para o setor bancário divulgado pela Associação Portuguesa de Bancos.

Mais depósitos e menos crédito

Mais depósitos e menos crédito

Os depósitos estão a registar um crescimento mais pronunciado do que o crédito, o que levou o rácio de transformação da banca para os 84,9% no final de 2020. A percentagem tem vindo a reduzir-se desde 2016, quando se situou nos 95,5%.

Crédito cresce perto de 2%

Crédito cresce perto de 2%

Os empréstimos cresceram perto de 2% entre 2019 e 2020, mas não o suficiente para acompanhar a subida expressiva dos depósitos no mesmo período. Uma tendência que foi reforçada pelo impacto da pandemia nas famílias e empresas.

Financiamentos junto do BCE aumentam

Financiamentos junto do BCE aumentam

Os bancos portugueses aumentaram o financiamento junto do Banco Central Europeu (BCE) no último ano. O montante passou de perto de 17,3 mil milhões de euros para 32,3 mil milhões de euros, segundo dados da Associação Portuguesa de Bancos.

“Funding Gap” em território negativo

“Funding Gap” em território negativo

O chamado "funding gap" - diferença entre crédito e depósitos - estava negativo em mais de 40 mil milhões no final do ano passado, de acordo com os dados da Associação Portuguesa de Bancos, numa tendência que se tem registado nos últimos anos.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 10 de Abril de 2021 às 10:00
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Os bancos têm reduzido as suas estruturas, através da saída de trabalhadores mas também de encerramento de balcões. Isto além de apostarem numa diminuição do crédito malparado.

MENOS FUNCIONÁRIOS E FECHO DE BALCÕES

O setor financeiro nacional tem vindo a "encolher" a sua estrutura, nomeadamente através da redução do número de trabalhadores e do fecho de balcões. De acordo com a APB, a banca nacional terminou o ano passado com 40.475 trabalhadores, um número que compara com 41.673 em 2019. Quanto ao número de balcões, o setor ficou com menos 202 agências no mesmo período.

14 MIL MILHÕES EM MALPARADO

Os bancos têm apostado na "limpeza" dos ativos tóxicos, através, por exemplo, de vendas de carteiras. Os dados da APB mostram que o setor terminou o ano de 2020 com perto de 14,4 mil milhões de euros em crédito malparado (NPL, na sigla em inglês), um valor que compara com cerca de 17,2 mil milhões de euros no final de 2019. Já o rácio de NPL fixou-se nos 4,9%.

RENTABILIDADE SOB PRESSÃO

Um dos desafios da banca será recuperar a rentabilidade, num período que tem sido marcado pelos efeitos da pandemia de covid-19 no setor. A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) caiu de forma acentuada no último ano, passando de 4,9% em 2019 para apenas 0,5% no final de 2020, revela a APB.

SETOR DUPLICA PROVISÕES

Os resultados da banca afundaram 77% no ano passado, um resultado justificado pelo reforço das imparidades, que totalizaram 2,9 mil milhões de euros.

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