Banca & Finanças "A senhora ministra não deve vir ao Parlamento dizer que os bebés vêm de Paris"

"A senhora ministra não deve vir ao Parlamento dizer que os bebés vêm de Paris"

O PS continua sem considerar verosímil que o Governo não teve intervenção no pedido de resolução do BES, que tem sempre remetido para o Banco de Portugal.
"A senhora ministra não deve vir ao Parlamento dizer que os bebés vêm de Paris"
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 25 de março de 2015 às 18:08

"A senhora ministra não deve vir ao Parlamento dizer que os bebés vêm de Paris", começa por dizer o deputado socialista José Magalhães a Maria Luís Albuquerque.

 

A ministra pensa – como vai admitir mais tarde – que José Magalhães vai fazer um comentário às suas recentes declarações sobre a necessidade de os jovens se multiplicarem para dinamizar a natalidade. Enganou-se.

 

"A senhora ministra não deve vir ao Parlamento dizer que os bebés vêm de Paris. A narrativa que faz do papel do Governo é inconcebível", é como acaba esta afirmação de José Magalhães. O objectivo do deputado socialista é mostrar que não acredita que o Governo não tenha tido um papel na resolução do BES, uma decisão que tem sido totalmente remetida para o Banco de Portugal. 

 

Para o socialista, "há documentos que indiciam que o Governo acompanhou desde cedo" tudo o que se passava no banco que antecedeu a resolução. 

 

A ministra rejeitou: "Fomos acompanhando a desagregação do GES e o Banco de Portugal foi-nos dizendo que tinha tomado medidas que garantiam a protecção do BES".

 

"A verdade é que as coisas se passam assim. A qualificação dos factos tenho de deixar ao senhor deputado. As coisas passaram-se assim. Mesmo se é inverosímil na opinião do senhor deputado, as coisas não se alteram", continuou Maria Luís Albuquerque na resposta ao deputado socialista. O Governo e o Banco de Portugal defendem que foi o regulador que decidiu aplicar a medida de resolução do BES e que se comprometeu com o Banco Central Europeu em fazê-lo sem comunicar ao Ministério das Finanças, mesmo com o facto de depois ter sido necessário injectar 3,9 mil milhões de euros. 




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