Banca & Finanças A cronologia dos casos que explicam a crise no Grupo Espírito Santo

A cronologia dos casos que explicam a crise no Grupo Espírito Santo

Foram vários os casos relacionados com o BES nos últimos anos que se avolumaram, criando uma bola de neve que acabou por derrubar a gestão do banco e expor a actual crise que se vive no grupo. Recorde os eventos mais marcantes.
A cronologia dos casos que explicam a crise no Grupo Espírito Santo
Miguel Baltazar/Negócios

Caso Monte Branco

Três correcções fiscais

Devido ao "Caso Monte Branco", sobre alegada fuga ao fisco e branqueamento de capitais através da gestora de fortunas suíça Akoya. Ricardo Salgado aderiu à amnistia fiscal de 2012. O banqueiro fez três correcções à declaração de rendimentos de 2011 e pagou mais 4,3 milhões de euros de IRS. Salgado diz que se limitou a trazer para Portugal o dinheiro ganho nos 17 anos que viveu no estrangeiro.

 

"Comissão de Salgado"

8,5 milhões por explicar

Segundo noticiou o "Sol", a maior parte dos rendimentos recebidos no exterior que levaram Ricardo Salgado a corrigir a sua declaração fiscal de 2011 resultou do pagamento de 8,5 milhões de euros que terá sido feito pelo construtor José Guilherme. Um rendimento que, segundo o semanário, foi uma comissão por serviços de consultoria relacionados com investimentos em Angola. Salgado sempre negou que este valor fosse uma comissão, mas nunca disse publicamente o que era. 

 

Guerra com Queiroz Pereira

Primeiro sinal de fragilidades

Há meses que a luta pelo controlo da Semapa decorria quando, em Agosto de 2013, o "Expresso" revelou a disputa entre Pedro Queiroz Pereira e o Grupo Espírito Santo (GES), alinhado com a irmã do empresário, Maude. Para vender as suas posições nas "holdings" que detêm a Semapa, o GES exigia o pagamento de um prémio de controlo. PQP fez tudo para não pagar, denunciando aos supervisores suspeitas de irregularidades nas "holdings" de controlo dos Espírito Santo. Abria-se a caixa de pandora do GES.

 

2013

 

7 de Novembro – Ricciardi falha destituição de Salgado

Lisboa, 7 de Novembro, são três da tarde. No número 195 da Avenida da Liberdade, o ambiente é tenso por causa das buscas do Ministério Público, que inesperadamente desde essa manhã está no edifício, investigando suspeitas de crimes de mercado. Estamos na sede do BES. No último andar. A tensão é grande, mas já não por causa das buscas. Nove pessoas entram para uma reunião tão discreta quanto importante. É a cúpula da família Espírito Santo, que se reúne para um confronto desconhecido fora daquelas paredes: José Maria Ricciardi tomara uma iniciativa no sentido da destituição de Ricardo Salgado. A reunião é tensa. E termina com o apoio da família a Salgado. E com a derrota de Ricciardi. Nada voltará a ser como dantes.

 

8 de Novembro - Ricciardi assume retirada de confiança a Ricardo Salgado na gestão do GES

José Maria Ricciardi começa por recusar-se a aceitar a qualificação de "golpe 
de Estado", expressão que é utilizada pelo Negócios na sua edição impressa. "Fique bem claro que não corresponde à verdade a tentativa de golpe de estado gorada atribuída à sua pessoa". Mas confirma o facto: a votação de uma moção de confiança na reunião do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo, moção essa que foi aprovada, conforme o Negócios avançou. 

 

11 de Novembro - Salgado ganha voto de confiança, Ricciardi não desiste de desafiar líder

A guerra aberta no seio da família Espírito Santo parece estar para durar. Ricardo Salgado, líder do grupo, saiu vencedor da batalha que teve lugar na reunião do Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES), de onde saiu com um voto de confiança aprovado pelos restantes ramos da família.

 

12 de Novembro - Salgado e Ricciardi selam paz para evitar escândalo no BES

Acordo entre primos é visto como movimento táctico. No GES, duvida-se que declaração de paz sare feridas da guerra. Desfecho fica adiado para 2016. Numa declaração conjunta, Salgado afirma que Ricciardi "reúne todas as condições para ser um dos membros possíveis à sua sucessão", sem se comprometer a apoiar o primo quando chegar o momento de se pronunciar. Já o presidente do BES Investimento dá o seu "voto de confiança" ao líder executivo do BES, quatro dias depois de ter recusado fazê-lo na reunião do Conselho Superior do GES. Mas com a aparente garantia de que Salgado será substituído quando acabar o actual mandato, no final de 2015.

 

13 de Novembro - Espírito Santo entra em ‘disciplina de silêncio’ para sanar conflito em família

Ninguém mais fala. Depois da guerra aberta entre Salgado e Ricciardi, família dá ordem de recolha.  A ordem dentro da família Espírito Santo foi de recolher para fazer o controlo de danos da guerra aberta dos últimos dias – e preparar o desenlace do conflito de forma discreta.

 

2014

 

17 de Janeiro - Família Espírito Santo arruma a casa

Arrumar a casa foi a prioridade da família Espírito Santo em 2013 e continuará a ser este ano. No último exercício, os esforços concentraram-se na defesa da solidez do Banco Espírito Santo, com a prioridade de evitar o recurso à ajuda do Estado. Uma preocupação que continuará a ser válida nos próximos meses. Mas, em 2014, o braço não financeiro do Grupo Espírito Santo estará debaixo dos holofotes, já que está a ser posta em prática a estratégia de desalavancagem destinada a gerar liquidez e a criar valor para a família. Enquanto accionistas das duas áreas do grupo, os Espírito Santo esperarão gerar na área não financeira resultados que ainda poderão ser tímidos do lado do BES. 

 

1 de Fevereiro - Banco de Portugal pede auditoria externa a holding do GES

O supervisor pediu uma auditoria externa à Espírito Santo Internacional. O 
Banco de Portugal quer garantir que os investidores a retalho nacionais que investiram em papel comercial não correm riscos. E ainda que, caso haja risco, possa ter de haver aumento de capital, o impacto no BES não será significativo, noticiou o "Expresso". 

 

4 de Fevereiro - Avaliação dos activos do GES na mira do Banco de Portugal

A auditoria que o Banco de Portugal pediu às contas da Espírito Santo International visou fiscalizar a situação financeira da "holding" da família Espírito Santo e a forma de avaliação dos seus activos, com o objectivo de verificar a sua capacidade de reembolsar os créditos contraídos junto da instituição liderada por Ricardo Salgado. No limite, o supervisor pretendia perceber se a exposição do BES ao Grupo Espírito Santo está devidamente contabilizado, tendo em conta a saúde financeira da ES International. 

 

6 de Fevereiro - Grupo Espírito Santo está menos dependente da família

A reorganização societária que transformou a Rio Forte na "holding" central de todo o Grupo Espírito Santo (GES) reduziu a dependência do universo empresarial e financeiro relativamente à família Espírito Santo. Com uma nova estrutura, mais simples, o GES pretende ganhar maior capacidade de auto-financiamento e de reforço de capitalização pelos seus próprios meios, independentemente da disponibilidade da família para injectar recursos no BES, na restante área financeira ou no braço não financeiro do grupo.

 

10 de Fevereiro - Família Espírito Santo mede forças em reforço de capital

O equilíbrio de forças entre os diferentes ramos da família Espírito Santo vai ser posto à prova no aumento de capital a realizar em breve na Espírito Santo Control. A "holding" que centraliza as participações dos cinco principais ramos da família Espírito Santo está a ultimar um reforço de fundos próprios de até 120 milhões de euros, operação que prevê também a abertura de capital a novos investidores, apurou o Negócios junto de fonte próxima do Grupo Espírito Santo (GES).

 

12 de Fevereiro - Ricardo Espírito Santo diz estar disponível para presidir ao BES se accionistas apoiarem

O presidente do Espírito Santo Investment Bank Brasil, Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva, afirma estar disponível para suceder a Ricardo Salgado na presidência do BES, caso os accionistas o apoiem para o cargo. "Estou sempre disponível aos desafios que se me apresentem, se os accionistas assim o quiserem", afirmou Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva durante um seminário em São Paulo, no Brasil, quando questionado sobre uma eventual escolha para suceder a Ricardo Salgado.

 

13 de Fevereiro - BES regista prejuízos de 518 milhões em 2013

O banco liderado por Ricardo Salgado passou de lucros, em 2012, para perdas no ano passado, a reflectir o registo de provisões para fazer face às imparidades de crédito no valor de 1.422,8 milhões de euros. Os prejuízos de 2013 ficaram acima das previsões dos analistas.

 

Ricardo Salgado não exclui possibilidade de o BES realizar aumento de capital em 2014

"Não podemos excluir essa hipótese", afirmou Ricardo Salgado quando questionado sobre a possibilidade de o Banco Espírito Santo realizar um aumento de capital em 2014. Esta possibilidade foi colocada de parte por Ricardo Abecassis Espírito Santo mas o CEO do BES garante que o responsável pelo Espírito Santo Investment no Brasil "anda um bocadinho distraído sobre a necessidade de capitalização".

 

14 de Fevereiro - Família Espírito Santo tem "capital disponível" para reforçar solidez sem Estado

"Não podemos excluir a hipótese" de o BES ter de fazer um aumento de capital este ano, mas "há capital disponível para os reforços necessários sem usar o dinheiro do Estado". Foi desta forma que Ricardo Salgado transmitiu uma mensagem de tranquilidade sobre a situação de solidez do banco.

 

Salgado abre porta a saída prematura em dia de tensão entre os primos Espírito Santo

"Não lhe posso responder a essa questão". Foi a última frase de Ricardo Salgado na conferência de imprensa em que o Banco Espírito Santo (BES) anunciou prejuízos de 517,6 milhões de euros em 2013. A questão era: "Pretende cumprir o mandato de presidente da comissão executiva do BES até ao fim?".

 

25 de Março - Provisão de 700 milhões impõe reforço de capitais no ESFG

A provisão de 700 milhões, que o Espírito Santo Financial Group (ESFG) vai fazer devido a riscos da área não financeira do Grupo Espírito Santo, ditará a necessidade de um reforço de capitais na "holding". A operação tem de estar concluída a tempo dos testes de stress do BCE.

 

ESFG "adia" assembleia geral e faz provisão "especial" de 700 milhões

O Espírito Santo Financial Group vai constituir uma provisão de 700 milhões por causa do papel comercial emitido por empresas da área não financeira que foi vendido aos balcões do BES. Uma almofada criada por imposição do Banco de Portugal. Atraso nas contas da "holding" vai implicar marcação de nova data para assembleia-geral de aprovação do relatório do ESFG relativo a 2013.

 

Grupo Espírito Santo muda marcas da área não financeira

As empresas não financeiras que tiverem Espírito Santo na sua designação vão mudar de nome. A única marca que se mantém é a Espírito Santo Saúde. Separação da área financeira e não financeira faz-se também nos órgão sociais.

 

Provisão no ESFG garante que clientes do BES recebem as aplicações em papel comercial

Os clientes do Banco Espírito Santo que subscreveram papel comercial emitido por empresas da área não financeira do Grupo Espírito Santo têm agora mais garantias de que reaverão o dinheiro que aplicaram naqueles títulos. É com esse objectivo que o ESFG vai constituir uma provisão extraordinária de 700 milhões.

 

26 de Março - Banco de Portugal isola negócios da família Espírito Santo

Depois da reestruturação do grupo estar concluída, o nome da família Espírito Santo vai ficar associado, de forma exclusiva, ao banco e aos interesses financeiros do seu universo empresarial. Os outros negócios de família vão perder a designação que, há quase 150 anos, se começou a afirmar precisamente no sector financeiro. Mas a criação de um mecanismo de separação de águas entre os dois braços financeiros vai implicar ainda a segregação dos respectivos órgãos sociais. 

 

Família Espírito Santo poupa Crédit Agricole às falhas no GES

A decisão da família Espírito Santo, de contabilizar na "holding" que controla o Banco Espírito Santo a provisão de 700 milhões de euros para os riscos da exposição directa e indirecta do BES à área não financeira do grupo, vai evitar que a instituição financeira tenha de aumentar o seu capital por este motivo.

 

1 de Abril - Banco de Portugal e CMVM preferem gestão profissional no BES

Os accionistas do Banco Espírito Santo devem aproveitar o processo de sucessão de Ricardo Salgado para autonomizar a gestão executiva da propriedade do banco. É esta a recomendação das autoridades de supervisão, que está em linha com a regra geral da gestão e é modelo de governação defendido pelo Banco de Portugal e pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Crédit Agricole fica livre para decidir futuro da sua posição no banco

A partilha da posição de controlo no Banco Espírito Santo, que até aqui tem sido detida em conjunto pela família Espírito Santo e pelo Crédit Agricole, através da Bespar, vai deixar o grupo francês com total liberdade para decidir o futuro da sua participação na instituição liderada por Ricardo Salgado. A parceria firmada no início dos anos 1990, que permitiu aos Espírito Santo recuperar o controlo do BES, vai deixar de ter qualquer suporte formal, pelo que a manutenção do investimento dos franceses no banco dependerá unicamente da avaliação que a gestão do Crédit Agricole vier a fazer.

 

Família Espírito Santo corta com franceses para reduzir esforço na limpeza do GES

A família Espírito Santo aceitou cortar o cordão umbilical que a unia ao Crédit Agricole, e que lhe permitiu recuperar o controlo do banco após a nacionalização de 1975, para reduzir o esforço financeiro necessário para limpar as "falhas" do braço não financeiro do Grupo Espírito Santo (GES). O fim contratual da parceria estratégica entre a família e os franceses irá reduzir as necessidades de capitalização do Espírito Santo Financial Group ESFG, "holding" onde foram isolados os riscos da exposição do BES à área não financeira do grupo.

 

8 de Abril - Crédit Agricole "redefine" parceria no BES para "recentrar" participações

O Crédit Agricole, sócio histórico da família Espírito Santo no controlo do banco com o nome do clã, assume a "redefinição da parceria" no BES como mais um passo "na recentragem das suas participações bancárias". A breve explicação, que consta do relatório e contas do grupo francês relativo a 2013, dá como certa a revisão da parceria estratégica que o Crédit Agricole (CA) estabeleceu com os Espírito Santo em 1991, tendo em vista a recuperação do controlo do BES pela família do seu fundador.

 

11 de Abril – Solidez do BES ainda não reflecte garantia de Angola

A garantia que o Estado angolano concedeu ao BES Angola, com o objectivo de assegurar o pagamento de créditos concedidos a empresas do sector não petrolífero, não está reflectida nos rácios de solvabilidade do BES. Segundo o relatório e contas do banco liderado por Ricardo Salgado, este aval deverá ter um impacto positivo na solidez da instituição.  

 

Clientes do BES financiam empresas da família em 2.130 milhões

O financiamento dos clientes de retalho do Banco Espírito Santo a empresas do braço não financeiro do grupo familiar ascendia a 2.130 milhões de euros no final do ano passado. De acordo com o relatório e contas da instituição financeira liderada por Ricardo Salgado, 1.560 milhões de euros correspondiam a instrumentos de dívida emitidos pela Espírito Santo International, Espírito Santo Property e Espírito Santo Industrial que, pelo risco associado, implicaram a prestação de garantias, destinadas a assegurar o reembolso da totalidade do valor investido pelos clientes do BES.

 

28 de Abril - Clientes do BES ainda têm 500 milhões de papel comercial do GES

Os clientes de retalho do BES que subscreveram papel comercial emitido pela Espírito Santo International ainda têm 500 milhões de euros aplicados naqueles títulos. Em causa está menos de um quarto dos 2.130 milhões que estavam colocados nestes investidores no final do ano.

 

ESFG com prejuízos de 864 milhões em 2013

A "holding" que controla o BES registou prejuízos de 864 milhões de euros no ano passado. As perdas resultaram da provisão especial de 700 milhões que o ESFG teve de registar para a
exposição à área não financeira do GES. E também dos prejuízos do BES.

 

29 de Abril - BCE está a passar a pente fino activos da "holding" que controla o BES

O Espírito Santo Financial Group (ESFG), que no ano passado teve prejuízos de 864 milhões de euros, está a ser escrutinado pelo Banco Central Europeu (BCE) no âmbito da avaliação profunda que o novo supervisor europeu está a realizar aos maiores grupos bancários da Zona Euro. A "holding" que controla o Banco Espírito Santo vai ainda ser sujeita aos testes de stress a realizar pelo BCE até ao final de Agosto.

 

Ricardo Salgado reeleito presidente do ESFG até 2020

Os accionistas da "holding" que controla o BES vão eleger o conselho de administração para os próximos seis anos, na assembleia-geral agendada para 30 de Maio. Ricardo Salgado será reeleito líder não executivo até 2020. De saída está Manuel Fernando Espírito Santo e outros três administradores.

 

30 de Abril - Garantia de Angola ao BESA cobre créditos avaliados em 4.133 milhões

A garantia que a República de Angola deu ao BES Angola (BESA) abrange créditos avaliados em 4.133 milhões de euros. Em causa está 70,2% da carteira de financiamento do banco angolano controlado pelo Banco Espírito Santo no final do ano passado. 

 

6 de Maio - Accionistas do BES reforçam "confiança" na administração

Em ano de prejuízos e na primeira reunião depois da guerra de poder, propostas levadas à assembleia-geral foram aprovadas com 99% dos votos. "As votações foram todas no sentido de dar muita confiança ao conselho de administração". Joaquim Goes, o único administrador do Banco Espírito Santo que falou publicamente à saída da assembleia-geral anual, fez questão de valorizar o nível de apoio que os accionistas presentes no encontro manifestaram em relação a todas as propostas submetidas à votação. 

 

12 de Maio - Aliança entre Espírito Santo e Crédit Agricole acaba este mês

A Bespar, "holding" que agrega as posições da família Espírito Santo e do Crédit Agricole, vai ser extinta ainda este mês, noticiou o "Expresso". A dissolução da sociedade implica o fim da parceria histórica entre a família e o grupo francês.

 

15 de Maio - BES anuncia aumento de capital de 1.045 milhões com desconto de 38,5%

O Banco Espírito Santo anunciou que vai avançar com a emissão de novas 
acções, num aumento de capital de 1,045 mil milhões de euros que visa reforçar os rácios de capital. O banco liderado por Ricardo Salgado pretende emitir 1.607 milhões de novas acções, ao preço de subscrição de 0,65 euros cada uma. Este preço traduz um desconto de 38,5%.

 

Aumento de capital do Banco Espírito Santo nas mãos dos franceses

O banco estava a preparar o aumento de capital de 1.000 milhões. Ricardo Salgado já tinha garantido apoio do Crédit Agricole, mas este será o último investimento dos franceses antes do fim da aliança.

 

16 de Maio - Família reduz posição no Banco Espírito Santo após aumento de capital

Pela primeira vez desde que recuperou o controlo do Banco Espírito Santo (BES) a família que fundou a instituição reduziu a sua participação accionista. A diluição ocorreu no aumento de capital de 1.045 milhões de euros que o BES realizou.

 

20 de Maio - Contas da Espírito Santo International apresentam "irregularidades relevantes"

A auditoria que o Banco de Portugal pediu à Espírito Santo International, "holding" de controlo do GES, "apurou irregularidades nas suas contas e concluiu que a sociedade apresenta uma situação financeira grave".

 

21 de Maio - BES cria comissão para acompanhar área não financeira do grupo

O ramo não financeiro do grupo Espírito Santo será alvo de monitorização por parte de uma comissão criada no "interior do órgão de administração do BES, à qual compete o acompanhamento, monitorização contínua e avaliação" do plano que foi traçado

 

Gestores do BES vão passar a ser sujeitos a avaliações externas

Os administradores do BES vão passar a ser sujeitos a "avaliações internas e externas aos órgãos de administração e fiscalização". Esta é uma das alterações introduzidas em Março ao Código de Conduta do banco, que impede que os gestores do BES acumulem mais de cinco cargos.

 

22 de Maio - "Não acho que me devia demitir", diz presidente do BES

Ricardo Salgado assume, em entrevista ao Negócios, responsabilidade solidária com a administração da Espírito Santo International, mas recusa demitir-se. E recorda que só é líder da área financeira. O presidente do banco admite que foram cometidos erros e que houve problemas na gestão do BESA. 

 

23 de Maio - Fim do controlo no BES força independência na gestão executiva

O fim da posição de controlo da família Espírito Santo no BES, que começou com a extinção da aliança com o Crédit Agricole, vai implicar alterações na administração do banco. Mudanças a fazer com a preocupação de reforçar a independência da gestão face aos accionistas relevantes da instituição, em linha com a proposta de alteração da lei bancária que está a ser ultimada.

 

Mudanças na administração do BES até final de Junho

A administração do BES terá de mudar até 30 de Junho, diz o "Expresso". A grave situação financeira do grupo, detectada em auditorias à holding obriga a alterações no sentido de reforçar a independência da gestão.

 

26 de Maio - ES International tinha um contabilista e 17 administradores

A estrutura de administração e fiscalização da Espírito Santo (ES) International, a "holding" de controlo do Grupo Espírito Santo (GES) onde foram detectadas "irregularidades relevantes" relativas às contas de 2012, era composta por um conselho com 17 administradores e um contabilista. Além dos representantes da família, a administração integrava ainda alguns empresários portugueses que são parceiros dos Espírito Santo há várias décadas. 

 

27 de Maio – Moody’s: Protecção à volta do BES salvaguarda risco do banco

O banco de Ricardo Salgado passou no primeiro teste das agências de "rating". Uma semana depois de divulgar a "grave" situação da Espírito Santo International, o BES vê a sua notação de risco confirmada pela Moody’s. Agência promete ficar atenta.

 

Espírito Santo e Crédit Agricole vendem direitos do BES a institucionais

O ESFG e o Crédit Agricole vão vender um total de 999,6 milhões de direitos de subscrição de novas acções do Banco Espírito Santo, através de um processo de "accelerated bookbuilding". A colocação será feita junto de investidores institucionais e permitirá um encaixe de cerce de 100 milhões.

 

ES International prevê reembolsar todos os clientes do BES em Dezembro

O papel comercial da Espírito Santo International colocado em clientes de retalho do BES ascende, actualmente, a menos de 300 milhões, um quinto do valor inicial. De acordo com o ESFG, os títulos serão reembolsados na íntegra até ao início de Dezembro.

 

28 de Maio - PGR está a acompanhar "irregularidades" na Espírito Santo Internacional

O Ministério Público (MP), através da Procuradoria-Geral da República (PGR), está a "acompanhar" a situação da Espírito Santo Internacional (ESI), após ter sido tornada pública a existência de irregularidades financeiras nesta holding.

 

29 de Maio - As irregularidades detectadas na ES International

A auditoria realizada pela KPMG às contas da Espírito Santo International detectou irregularidades "materialmente relevantes". A ESFG identificou seis irregularidades cuja gravidade obrigou à tomada de várias medidas para acautelar uma "situação patrimonial fortemente negativa" da sociedade, na sequência da segunda fase da auditoria limitada efectuada às suas contas. Em causa estava, sobretudo, a não contabilização de 1.200 milhões de euros de dívida que, por não estar registada nas contas da ES International, resultou numa insuficiência de capitais próprios.

 

30 de Maio - ES International aprova reeleição de Salgado como líder do ESFG

A assembleia-geral de accionistas do Espírito Santo Financial Group aprovou a reeleição de Ricardo Salgado e restantes administradores até 2020. Na reunião, esteve presente apenas o maior accionista da "holding" financeira, a ES International.

 

Guerrilha ao rubro nos corredores do BES

As irregularidades detectadas no GES e a aproximação de mudanças na administração do BES reabriram as feridas na família Espírito Santo. A guerrilha tornou-se pública com a divulgação de uma lista.

 

5 de Junho - "Holding" da família Espírito Santo autorizada a reforçar capital em mais 370 milhões

A família Espírito Santo já autorizou o aumento de capital da ES Control que, no máximo, pode chegar a 370 milhões. Operação deve ser feita com novos investidores, já que os actuais accionistas suspenderam o direito de preferência.

 

12 de Junho - Cenário de gestão independente no BES reforçado

O desenho accionista que saiu do aumento de capital do BES mostra um aumento do peso dos investidores institucionais. O resultado reforça o cenário de solução independente para a sucessão. Dentro de semanas.

 

13 de Junho - Contabilista diz que Salgado "sabia" que as contas não reflectiam verdade financeira

Ricardo Salgado "sabia" que as contas da Espírito Santo International (ESI) - "holding" que controla os negócios da área financeira e não-financeira da família - não mostravam a realidade financeira da empresa. As palavras são de Francisco Machado da Cruz, em declarações ao Expresso.

 

16 de Junho - Luxemburgo ameaça passagem de Salgado a "chairman" do BES

As irregularidades contabilísticas detectadas na Espírito Santo International (ESI), "holding" de topo do Grupo Espírito Santo (GES), podem pôr em causa a passagem de Ricardo Salgado a presidente não executivo do Banco Espírito Santo (BES).

                    

Grupo Espírito Santo fica com 25,1% do BES após aumento de capital

O Espírito Santo Financial Group cumpriu a intenção: conseguiu ter uma posição em torno de 25% no Banco Espírito Santo após o aumento de capital concluído na semana passada. Tinha 27,5% antes da operação. Perde peso mas mantém poder sobre um quarto do capital. 

 

17 de Junho - Grupo Espírito Santo adia reunião que junta família e aliados

A reunião anual dos accionistas do Grupo Espírito Santo não terá lugar em finais de Junho, como é habitual. A família pretenderá fazer a reorganização do GES e a sucessão no BES antes de prestar contas aos investidores.

 

19 de Junho – Ricardo Salgado deverá apresentar demissão

A administração do BES deverá renunciar ao mandato, de acordo com o Expresso. Ricardo Salgado prefere Morais Pires para presidente. Já Ricciardi estará contra e deverá apresentar uma lista própria. Os responsáveis do GES foram chamados pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

 

20 de Junho - Família Espírito Santo afastada do banco

Ricardo Salgado vai renunciar à presidência do Banco Espírito Santo, dando o passo que faltava para a renovação da administração da instituição. Um processo que vai levar à saída de quase todos os membros da família Espírito Santo do conselho da instituição. E que resulta da intervenção desencadeada há vários meses pelo Banco de Portugal (BdP).

 

De Dono Disto Tudo a banqueiro reformado

Pegou no banco da família e transformou-o no terceiro maior de Portugal. O seu poder estendeu-se a várias áreas. Ao ponto de passar a ser conhecido por DDT – Dono Disto Tudo. Agora, vai reformar-se da banca.

 

Quatro ramos da família Espírito Santo aprovam Morais Pires para CEO do BES

A reunião do Conselho Superior da família Espírito Santo aprovou o nome de Amílcar Morais Pires para substituir Ricardo Salgado como CEO do Banco Espírito Santo. O ramo ligado a José Maria Ricciardi indicou o actual presidente do BESI. A ESFG, que controla 25% do BES, convocou a assembleia geral do banco para 31 de Julho. Além de Morais Pires para CEO, propôs o deputado do PSD, Paulo Mota Pinto, para assumir a presidência do conselho de administração. Isabel Maria Carvalho de Almeida Bernardino e Ana Rita Gomes Barosa são propostas para administradoras.

 

Ricciardi quer separar BESI

José Maria Ricciardi anuncia que vai ficar como presidente do BES Investimento e promover a separação deste banco do BES. O banqueiro, em ruptura clara com Ricardo Salgado, recusa um lugar no Conselho estratégico do BES e sublinha que o supervisor reconheceu a sua idoneidade para se manter como líder daquela instituição.

 

23 de Junho - Proposta da família Espírito Santo sem garantias de aprovação

O Negócios noticia que a solução de Ricardo Salgado para a sua sucessão está a provocar divisões na família e no banco e que os nomes propostos não têm aprovação garantida quer no Banco de Portugal quer na assembleia geral.

 

Ricardo Salgado defende Morais Pires

Numa carta enviada aos colaboradores, o ainda CEO do BES defende a escolha da ESFG de propor Morais Pires para liderar o banco. "O curriculum do dr. Amílcar Morais Pires impõe-se por si próprio", escreveu Ricardo Salgado, onde acrescentou "que neste momento vivo emoções fortes após todos estes anos de trabalho em conjunto". Leia aqui a carta que Ricardo Salgado enviou aos colaboradores. 

 

Ricciardi abandona cargos no BES e diz que era o escolhido da família

José Maria Ricciardi vai concentrar-se na gestão desta instituição e abandonar os restantes cargos que desempenha no Grupo Espírito Santo. Isto depois de ter chegado a ter o apoio da maioria dos membros do conselho superior do GES para liderar o braço financeiro do grupo.

 

24 de Junho Ruptura total na cúpula da família Espírito Santo

O Negócios noticia que há uma ruptura total na cúpula da família Espírito Santo. Além de António Ricciardi, pai de José Maria, também Manuel Fernando Espírito Santo e Pedro Mosqueira do Amaral subscreveram, a 8 de Junho, uma moção que convidava o presidente do BES Investimento para liderar o braço financeiro do Grupo Espírito Santo e, consequentemente, o BES. No entanto, a proposta acabou por não ser viável, uma vez que o Banco de Portugal impôs que todos os administradores da família Espírito Santo saíssem do BES. As acções do banco já reflectem este clima hostil na família e as dúvidas sobre a liderança do banco. Desde o aumento de capital, as acções perdem um quarto do valor.

 

25 de Junho BES recusa pretensões de Ricciardi

O Banco Espírito Santo emite um comunicado onde deixa claro que recusa pretensão de José Maria Ricciardi de separar o banco de investimento do grupo. O presidente do BES Investimento responde que ainda não apresentou o projecto de aumento de capital. Ricardo Salgado e Ricciardi extremam braço de ferro, é o título do Negócios no dia seguinte. 

 

26 de Junho PT tem 900 milhões de euros de papel comercial da Rioforte

Neste dia ficou a saber-se, pelo Expresso, que a PT tinha investido perto de 900 milhões em papel comercial da Rioforte. Um empréstimo que vence em Julho, pelo que o Grupo Espírito Santo sob pressão para financiar esse valor em curto espaço de tempo

 

                  

O presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Rui Guerra, disse que as mudanças na gestão do maior accionista, com a saída de Ricardo Salgado da presidência executiva do BES, não implicam alterações na operação angolana.E garante situação "perfeitamente sustentável" do banco.
 
"A questão relativa ao Grupo Espírito Santo está a ser tratada onde deve ser tratada: o Banco de Portugal", declarou o ministro da Presidência. Sobre a ameaça de corte de "rating" ao BES, Marques Guedes não teme qualquer problema para Portugal.
 
A agência de notação financeira emitiu um relatório esta quinta-feira de madrugada, anunciando que colocou a dívida de longo prazo do Banco Espírito Santo "sob revisão", para possível "downgrade". E fez o mesmo ao ESFG. 

 

27 de Junho Maria Luís Albuquerque fala sobre BES

A ministra das Finanças garante que está a acompanhar os problemas no banco e que os contribuintes podem ficar descansados: não há sinais de que venha a ser necessário dinheiro público. O banco, aliás, conseguiu emitir capital este mês.

 

28 de Junho GES quer converter credores em accionistas

O "plano derradeiro para evitar a insolvência do Grupo Espírito Santo" pode passar pela conversão dos credores da Espírito Santo International em accionistas da Rio Forte, avança a edição deste fim-de-semana do Expresso.    

 
Amílcar Morais Pires e Joaquim Goes, administradores do BES, convocam os analistas para uma conferência telefónica para tentar acalmar os mercados. As acções do BES estavam em queda há vários dias. E não acalmaram. Nesse mesmo dia, o BES fechou em queda e arrastou os juros da dívida portuguesa. Na conferência telefónica ficou-se a saber a exposição do Banco Espírito Santo a empresas do Grupo Espírito Santo, nomeadamente Rioforte e ESFG.

 

O supervisor interdita operações que permitem apostar na queda dos títulos durante o dia terça-feira, 1 de Julho. A CMVM diz que não foi informada de que tenham existido vendas a descoberto.
 
O Banco de Portugal (BdP) é soberano na avaliação do processo de sucessão de Ricardo Salgado como presidente do BES, garante fonte oficial do Banco Central Europeu (BCE). Isto até que o futuro supervisor europeu assuma as rédeas da fiscalização da banca, o que acontecerá apenas a 4 de Novembro próximo.
    
A Portugal Telecom emitiu um comunicado a explicar as suas aplicações em dívida da Rioforte. Garante que o investimento, de perto de 900 milhões de euros, foi sufragado pela comissão executiva. 
 
O chefe da casa militar do presidente da Angola participou no aumento de capital que a Espírito Santo International fez em 2011. Agora, Hélder Vieira Dias é accionista de uma empresa em situação de falência técnica.

 

1 de Julho  BES tem bóias para se salvar da crise das empresas não financeiras

A instituição bancária tem bóias de salvação que, caso a crise se acentue, lhe permitirão garantir que as poupanças dos seus clientes estão a salvo. Pode por um lado ir buscar liquidez ao Banco Central Europeu e, por outro, pode sempre recorrer ao apoio público, caso necessite. Ainda assim a solidez do BES é, neste momento, das mais confortáveis entre os bancos cotados.

 

Continuam a ser conhecidos os credores das sociedades não financeiras

Depois de se ter descoberto que a Portugal Telecom tinha investido 900 milhões em dívida da Rioforte, o Negócios avança que também a Petróleos de Venezuela é um dos credores. O próprio banco financiou Rioforte e ESFG em 980 milhões

 

Volatilidade dita sessão em dia proibido a "short selling"

Durante a sessão de 1 de Julho, as acções do BES caíram muito. Subiram muito e fecharam com uma valorização de 13,79%.

 

Ricciardi vende praticamente toda a participação no BES

José Maria Ricciardi vendeu, a 23 de Junho, a quase totalidade da sua participação no capital do Banco Espírito Santo, no mesmo dia em que deixou de ser gestor da instituição financeira. A operação foi comunicada pelo banco à CMVM a 1 de Julho. Após esta transacção, Ricciardi ficou com apenas 100 títulos do banco, o mínimo que lhe permite participar na assembleia-geral.

 

Ricardo Salgado renuncia a cargo de "chairman" no BESI

O ainda presidente executivo do BES apresenta a sua demissão do cargo de presidente do conselho de administração do Banco Espírito Santo de Investimento. 

 

2 de Julho Petróleos de Venezuela e PT são dos maiores credores do GES 

A petrolífera venezuelana e o grupo de telecomunicações são dos investidores mais expostos à dívida do Grupo Espírito Santo. No limite, podem ter de trocar dívida por capital.
 

3 de Julho Trabalhadores do BES garantem que o banco "está bem e recomenda-se" 

A comissão de trabalhadores do BES acredita que a turbulência irá diminuir quando for escolhida a nova administração. Não há o que temer, dado que o banco está sólido, diz. Os problemas são noutras empresas do grupo. Os funcionários receberam instruções para passar essa mensagem aos clientes.
 
PT diz estar "fortemente empenhada" em resolver o caso Rioforte 
A Portugal Telecom diz que sempre deu as explicações que a Oi pediu. E garante estar "fortemente empenhada" em resolver a questão ligada à aplicação de 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte.
 
Exposição do ESFG ao GES aumentou 71,5% para 2.350 milhões 
A exposição do Espírito Santo Financial Group (ESFG) ao braço não financeiro do Grupo Espírito Santo aumentou 71,5% no primeiro semestre do ano, de acordo com o comunicado da "holding" financeira do GES. Este aumento visou "apoiar o reembolso do papel comercial do grupo".
 
ESFG garante não estar sob investigação no Luxemburgo 
O Espírito Santo Financial Group "não está sob investigação das autoridades do Luxemburgo", informou a "holding" que concentra os negócios financeiros do Grupo Espírito Santo (GES). O maior accionista do BES, com 25,1%, garante que essa informação foi "confirmada directamente pelas autoridades do Luxemburgo".
 
Marques Guedes: "Depositantes do BES podem estar perfeitamente tranquilos" O Governo está "atento" às dificuldades sentidas no Grupo Espírito Santo mas remete todas as questões para o Banco de Portugal, que defende estar a fazer um "bom" trabalho. É a garantia do regulador que o leva a tranquilizar os depositantes do BES.
 
Banco de Portugal: "A situação de solvabilidade do BES é sólida" 
A situação do BES é "sólida", diz o Banco de Portugal. Apesar dos problemas do Grupo Espírito Santo, o seu principal accionista, o regulador defende ter determinado medidas que isolaram o banco.
 
Memorando da fusão PT/Oi pode ser revisto por causa do BES O caso BES pode ter impacto na fusão da PT com a Oi, que diz que desconhecia a aplicação que a operadora fez na Rioforte.
 
Proposta destacada posiciona-se para comprar Tivoli 
Com quatro manifestações de interesse, o grupo já destacou uma oferta e não só pela componente financeira. Activos em causa poderão valer entre 300 e 350 milhões. 

 

4 de Julho Vítor Bento lidera BES e Moreira Rato é administrador financeiro

 
Angolanos preparam-se para assumir controlo do BES Angola 
O BES Angola está a preparar um aumento de capital devido às perdas com crédito. Injecção deverá ser feita por Angola, reduzindo o BES a minoritário. Parceiros angolanos devem assumir reforço. No limite, entra o Estado.
 
Governo espera reestruturação ordenada da dívida do GES 
Por causa da devolução do dinheiro aplicado por clientes de retalho em papel comercial do GES, o ESFG aumentou a sua exposição do grupo em 71,5% no primeiro semestre deste ano.
 

 

5 de Julho ESFG confirma Vítor Bento e Moreira Rato no BES 

A nova proposta da "holding" da família Espírito Santo, que foi elaborada "após consulta prévia a outros accionistas de referência do BES", aponta Vítor Bento como CEO do banco e Moreira Rato como administrador financeiro. Mota Pinto será o "chairman".

Crédit Agricole apoia administração liderada por Vítor Bento O segundo maior accionista do Banco Espírito Santo considera que os nomes propostos para a administração do banco "contribuirão para uma melhoria da estrutura de governação". O Crédit Agricole irá propor novos administradores independentes e dois nomes para o novo Conselho Estratégico.
 
Banco de Portugal: Vítor Bento e Moreira Rato dão garantias de independência e gestão sã e prudente 
O Banco de Portugal considera que a designação de Vítor Bento e Moreira Rato atende à sua "preocupação de que os órgãos de administração e fiscalização das instituições de crédito sejam independentes e pautem a sua actuação por critérios de gestão sã e prudente". O banco central deixará de supervisionar a ESFG.

 

8 de Julho Patrick Monteiro de Barros abandona administração do ESFG. Foi só no dia seguinte, que Patrick Monteiro de Barros explicou que saia por motivos de saúde

 

A Portugal Telecom, que tem 900 milhões em papel comercial da Rioforte, é também muito castigada em bolsa. E não só. O banco de fomento brasileiro, BNDES, criticou a aplicação deste montante na Rioforte. A PT tem também em bolsa renovado mínimos históricos.

 

9 de Julho O impacto da crise Grupo Espírito Santo na bolsa e nos juros da dívida portuguesa continua. 

 

Clientes preparam queixas contra banco de fortunas do GES Clientes do Banque Privée Espírito Santo que têm aplicações em dívida do GES com reembolsos em atraso estão a começar a organizar-se. O objectivo é criar um grupo alargado para apresentar queixas nos supervisores de vários países.

CMVM reenvia clientes do Banque Privée para a Suíça
 Vários clientes do Banque Privée Espírito Santo, que têm aplicações em dívida do GES em atraso, queixaram-se à CMVM, que os encaminhou para o supervisor suíço.
 
Seguro foi ao Banco de Portugal "com preocupações" e saiu mais descansado António José Seguro reuniu-se com Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, sobre a situação do BES, tendo garantido que saiu do encontro mais descansado. No mesmo dia o líder da UGT, Carlos Silva, também se encontrou com Carlos Costa.
 
ES Internacional convoca accionistas para assembleia a 29 de Julho.Em assembleia-geral o ES Internacional quer votar, entre outros pontos, o plano de reorganização. Em causa estará a reestruturação da dívida da "holding" de topo do GES, colocada em clientes do BES e do Banque Privée Espírito Santo.
 
Paulo Mota Pinto ficará também com a presidência do conselho estratégico do BES O Banco Espírito Santo BES emitiu a convocatória para a assembleia-geral de accionistas que vai decorrer no próximo dia 31 de Julho. E as propostas que serão apresentadas aos accionistas sofreram algumas alterações face à convocatória inicial. Ricardo Salgado já não vai liderar o conselho estratégico. Paulo Mota Pinto vai acumular a presidência do conselho de administração com a do conselho estratégico. José Manuel Espírito Santo e Patrick Monteiro de Barros já não constam na composição deste comité.
 
Moody’s corta "rating" da ESFG para oito níveis abaixo de "lixo" 

A agência de notação financeira Moody’s cortou o "rating" da Espírito Santo Financial Group em três níveis, de B2 para Caa2, o que traduz um corte de três níveis e deixa a classificação oito níveis abaixo de "lixo".

 

10 de Julho Acções do Banco Espírito Santo e do Espírito Santo Financial Group estão suspensas. O dia começou com fortes quedas nestes dois títulos e a contagiarem as bolsas europeias. O BES, antes de as acções serem suspensas, chegou a uma queda de 17%.Em conjunto, BES e ESFG viram o seu valor de mercado "encolher" mais de mil milhões de euros desde o início da semana

 




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