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Acções do Banif suspensas pela venda mas processo só dá novo passo sexta-feira

A CMVM justificou a suspensão do Banif, ditada às 14:00 desta quinta-feira, com o processo de venda do banco. Um processo que só terá novidades amanhã ao final do dia, prazo final para a entrega das propostas de compra.

Correio da Manhã
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O regresso à negociação do Banif não deverá acontecer antes de segunda-feira. O regulador do mercado de capitais explicou que a suspensão se deve à alienação da instituição. Contudo, só esta sexta-feira, 18 de Dezembro, é que será dado um novo passo no processo com a entrega das ofertas de compra.

A suspensão ditada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) foi decidida pelas 14:00, num momento em que o banco estava a subir 45,45%. A suspensão irá prolongar-se "até à prestação de informação relevante relativa ao processo de venda voluntária do mesmo".

 

A venda do Banif está a decorrer até a próxima sexta-feira, 18 de Dezembro. É até essa data que as instituições financeiras interessadas no banco podem entregar as suas ofertas. Os bancos espanhóis Santander e Popular têm sido referidos como interessados mas também há fundos na corrida, como o Apollo, que esteve na fase final para a compra do Novo Banco. São seis as entidades interessadas. 

 

Assim, só esta sexta-feira haverá um novo passo na compra do banco liderado por Jorge Tomé, embora a intenção tenha sido a de tentar acelerar este processo de forma a convencer Bruxelas de que haveria uma solução viável para o Banif.  

O banco encontra-se em processo de venda acelerada, procurando um comprador para a posição estatal de 60,5%, de forma a dar por concluída a investigação aprofundada da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, que averigua se a ajuda pública recebida em 2012, de 1,1 mil milhões de euros, vai contra as regras concorrenciais comunitárias. Sem a venda, cujo processo está marcado até sexta-feira, a investigação continua, o que pode colocar o banco na necessidade de uma intervenção, nomeadamente através da resolução, como o próprio banco já assumiu.


Contactado pelo Negócios, a porta-voz da Comissão Europeia, Lucia Caudet, reiterou que "a Comissão Europeia está em contacto próximo e construtivo com as autoridades portuguesas tanto a nível técnico como político". "A investigação da Comissão em torno do Banif está em curso. Nesta fase, não podemos antecipar o resultado e o calendário da decisão. Qualquer resultado estará em linha com as regras da União Europeia e assegurará toda a protecção aos depósitos garantidos", acrescentou.

 

Depois da entrega das ofertas de compra, deverá haver um processo negocial com os compradores para definir o preço e o plano do banco - neste momento, continua a ser discutida com Bruxelas a reestruturação que a instituição fundada por Horácio Roque terá de implementar. 

O primeiro-ministro António Costa e o próprio Jorge Tomé já assumiram que o preço da venda poderá ser afectado negativamente pelo carácter acelerado do processo, o que poderá ter riscos para o contribuinte. O Banif recebeu 1,1 mil milhões de euros, 700 milhões em acções (que ditaram a participação actual de 60,5%) e 400 milhões de euros em instrumentos híbridos chamados de CoCos (pagou 275 milhões mas falhou o pagamento de 125 milhões).  



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