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Açoreana aumenta capital com conversão de créditos e esforço da Tranquilidade

Além dos 22,7 milhões inicialmente injectados, os americanos da Apollo, através da Tranquilidade, colocaram mais 38,6 milhões na Açoreana. O capital também foi reforçado com a conversão de dívida.

A seguradora comprada pela Apollo em 2015 tem à venda vários imóveis por 140 milhões de euros, avançou a Bloomberg na semana passada. A Tranquilidade, que pertencia ao Grupo Espírito Santo, está a avaliar a alienação devido às novas exigências da regulação. Segundo a agência de informação, os imóveis à venda da seguradora estão avaliados em 140 milhões de euros.
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Agosto de 2016 às 13:52
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A Apollo, através da Tranquilidade, injectou mais capital na Açoreana. O grupo americano, novo accionista da seguradora, não se ficou apenas pela operação harmónio revelada ontem. Houve um novo aumento de capital e, além disso, conversões de empréstimos que também reforçaram a estrutura da companhia.

 

Operação harmónio: foi isto que a Tranquilidade começou por fazer na Açoreana, segundo anunciou na sexta-feira e o Negócios noticiou ontem. Primeiro, reduziu todo o capital social, de 135,6 milhões de euros, limpando toda a herança de prejuízos acumulados. Depois, houve um novo aumento de capital de 22,7 milhões, subscrito pelo accionista.

 

Esta terça-feira, 8 de Agosto, há novos dados, que mostram que a operação de capitalização da companhia seguradora não se ficou por aqui.  Através da emissão de novas acções, ou seja, com a entrada de capital fresco, a Tranquilidade colocou mais 38,6 milhões de euros na Açoreana.

 

Para além disso, houve a conversão de suprimentos (empréstimos de sócios que não têm de ser devolvidos) de 14,2 milhões de euros e ainda a conversão de empréstimos obrigacionistas de 14,5 milhões de euros.

 

No final de todas as operações, o capital da Açoreana ascendeu a 89,9 milhões de euros.

 

Todos estes valores são revelados em entradas no Portal da Justiça e dizem apenas respeito à capitalização em curso na companhia.

Nada é dito sobre o preço de compra e venda que determinou a saída dos antigos accionistas (Soil SGPS, com 52%, e Oitante, com 48%) e a passagem para as mãos da Tranquilidade, detida pela Apollo. O número é mantido em segredo também pela ASF, a reguladora que conduziu o processo e sobre o qual sempre deu reduzidas informações ao mercado.

 

Entretanto, também no Portal de Justiça foi oficializada a entrada em funções dos administradores da Tranquilidade que vão assumir, para já e depois de autorização prévio do regulador, os cargos para concluir o triénio 2014/2016: Jan Adriaan de Pooter é o presidente, acompanhado por Augusto Pedroso, Nuno Clemente e Pedro Carvalho como vogais. Todos vêem da seguradora que pertencia ao Grupo Espírito Santo e que foi comprada pela Apollo no início de 2015, ficando a acumular funções nas duas companhias. Da equipa de administração fazem parte também José Gonçalves da Silva e Maurício Oliveira, que já estavam na seguradora que pertencia aos herdeiros de Horácio de Roque e ao Banif.

Segundo respondeu ontem a Tranquilidade ao Negócios, o objectivo é manter as duas empresas a funcionar em separado, apesar de estar sob o mesmo accionista (Apollo). 

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