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Administração do BPI está reunida a tentar fechar acordo

A administração do BPI está neste momento reunida a tentar fechar um acordo que permita resolver o problema de Angola. O prazo definido pelo BCE termina este domingo e, segundo sabe o Negócios, Isabel dos Santos e o CaixaBank ainda não fecharam um entendimento.

Pedro Trindade/Negócios
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O conselho de administração do BPI está neste momento reunido a tentar fechar um acordo que permita ao banco reduzir a sua exposição a Angola, solução que exige um entendimento entre Isabel dos Santos e o CaixaBank. Segundo sabe o Negócios, ainda não há um acordo fechado.

 

Os dois maiores accionistas da instituição continuam, ao que o Negócios apurou, a discordar sobre alguns pontos do possível entendimento, designadamente pormenores que têm tradução financeira. Isto apesar de já estar definido que Isabel dos santos vai vender a sua posição no BPI ao CaixaBank e comprar a participação de controlo que o banco liderado por Fernando Ulrich tem no Banco de Fomento Angola (BFA).

 

Neste momento, os pormenores em aberto ainda podem afectar o investimento final que o CaixaBank e Isabel dos Santos terão que fazer nas operações indispensáveis à concretização do possível acordo.

 

O principal objectivo das negociações entre os accionistas do BPI é permitir que o banco cumpra a exigência de reduzir a sua exposição a Angola, imposta pelo Banco Central Europeu. Um problema identificado em Dezembro de 2014, mas que, após 15 meses de conversações, ainda não tem uma solução fechada. Isto apesar de o prazo-limite definido pelo supervisor europeu terminar este domingo, 10 de Abril.

 

Maiores accionistas representados no conselho

 

Tanto o grupo catalão como a empresária angolana têm assento na administração do BPI. Isabel dos Santos está representada através do seu braço-direito Mário Leite Silva, enquanto o CaixaBank tem quatro elementos, incluindo o seu responsável máximo, Isidro Fainé.

 

Além dos dois maiores accionistas, estão no conselho representantes dos restantes investidores de referência do banco: a Allianz, que indicou Vicente Tardio Barutel; a Holding Violas Ferreira, com Edgar Alves Ferreira; e a AutoSueco, com Tomaz Jervell.

 

A administração é liderada por Artur Santos Silva que ainda esta terça-feira expressou a sua confiança de que o problema angolano do BPI "se vai resolver bem".

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