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Álvaro Sobrinho: O BESA foi decisivo para a queda do BES? "Claramente não"

O antigo presidente do BESA recusa a ideia de que Angola tenha ditado o colapso do BES. "O BESA foi decisivo para a queda do BES", questionou Carlos Abreu Amorim, do PSD. "Claramente não", respondeu Sobrinho. E defendeu que o BESA apenas foi responsável por um terço dos ajustamentos do Novo Banco.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 18 de Dezembro de 2014 às 18:30
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Para Álvaro Sobrinho o BESA não ditou o colapso do BES. "O BESA foi decisivo para a queda do BES", questionou Carlos Abreu Amorim, do PSD. "Claramente não", enfatizou o antigo banqueiro.

 

A posição de Sobrinho baseia-se no facto de as contas do BES relativas a 30 de Junho de 2014 registarem imparidades totais de 4.300 milhões de euros, dos quais o banco angolano apenas contribuiu com cerca de 150 milhões. "Em nenhum momento aparece o BESA, sublinhou, referindo-se às contas de Junho, divulgadas a 30 de Julho.

 

"Quatro dias depois, [na resolução do BES] entra o BESA, com um ajustamento de 2.750 milhões. O total dos ajustamentos foi de 9.000 milhões. O BESA pesa 2.750 milhões. Porque se mete o BESA? Foi uma decisão das entidades de supervisão. O BESA tinha uma maturidade da linha [de financiamento] até 2018. Houve a decisão de antecipar a data do reembolso" do crédito de 3.300 milhões do BES ao seu banco angolano, defendeu Sobrinho.

 

"A segunda fase é a da resolução. Estes ajustamentos são não recorrentes, com um peso de 33% em relação ao BESA. Podia alargar-se mais o prazo ou, em última instância, o BESA não foi o originador da insolvência do BES", sublinhou. 

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