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Américo Amorim processa Novo Banco por 179 milhões de euros

O jornal Expresso relaciona o processo colocado por empresas de Amorim contra o Novo Banco com um investimento feito em dívida da Espírito Santo Irmãos.

5.º  
66,8 milhões de euros – A Amorim Energia é a maior accionista da Galp Energia, com 38,34% do capital, mas nem tudo pertence a Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal. Ainda assim, recebeu 66,8 milhões de euros. Metade deste valor já foi encaixado no final do ano passado já que a empresa paga em duas vezes.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 19:51
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Américo Amorim quer que o Novo Banco reembolse duas das suas empresas em 179.317.699,43 euros. O valor é idêntico ao montante que essas duas mesmas sociedades reclamavam junto da Espírito Santo Irmãos, actualmente em insolvência. 

 

A relação é feita pelo Expresso Diário esta terça-feira, 21 de Julho, tendo como base dados que estão disponibilizados no portal Citius, onde constam processos a decorrer no sistema judicial português.


Em causa está uma acção de processo comum colocada, a 19 de Julho, pela Oil Investments, Bv e pela Topbreach Holding, Bv, sociedades com sede em Amesterdão que são controladas por Américo Amorim. A Topbreach, por exemplo, era a "holding" através da qual detinha uma posição no espanhol Banco Popular.

 

Tendo dado entrada na Instância Central, 1ª Secção Cível de Lisboa, na Comarca de Lisboa, a acção tem como réu o Novo Banco. O banco não respondeu ao contacto do Negócios.

 

Como nota o Expresso, o valor da acção, 179 milhões de euros, corresponde (com uma diferença de 4 mil euros) ao montante que as duas sociedades assumiram como sendo suas na insolvência da Espírito Santo Irmãos, uma sociedade que geria participações sociais no Grupo Espírito Santo.

 

A Topbreach e a Oil Investments tinham 179 milhões de euros investidos em instrumentos de dívida da Espírito Santo Irmãos, o que se incluia nos 2,3 mil milhões de euros do total de créditos reclamados junto daquela empresa. A ES Irmãos, que tinha sede na Rua de São Bernardo, em Lisboa (a sede do Grupo Espírito Santo), está em processo de insolvência desde Fevereiro passado.

 

Não é possível saber porque é reclamado junto do Novo Banco um valor idêntico que, como sublinha o Expresso, diz respeito a um investimento na Espírito Santo Irmãos. No âmbito da resolução do BES, a 3 de Agosto de 2014, os aspectos relacionados com administradores e empresas do GES não transitaram para o Novo Banco mas ficaram, sim, no BES, o designado banco "mau", onde permaneceram os activos e passivos considerados problemáticos.

 

Contactado, o empresário dono da Corticeira Amorim não quis fazer comentários, inclusive sobre o motivo da acção. 


(Notícia actualizada às 11h30 de dia 22 de Julho com indicação de que Américo Amorim não comenta e com rectificação da dívida total da ES Irmãos)

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