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Analistas aplaudem reembolso antecipado do BCP. Acções sobem 2%

Os analistas estão confiantes que o BCP vai conseguir cumprir o seu plano estratégico e devolver a ajuda estatal antes de 2017, bem como passar nos testes de "stress". Acções sobem perto de 2%.

Miguel Baltazar/Negócios
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 28 de Maio de 2014 às 09:20
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A notícia de que o BCP devolveu os primeiros 400 milhões de euros de ajuda pública em obrigações de capital contingente (CoCos) foi aplaudida pelos analistas, que confirma a intenção do banco em devolver a ajuda estatal antes de 2017 e mostra que a instituição deverá estar bem preparada para passar os testes de "stress" na Europa. Acções sobem perto de 2%.

 

"Com este passo o BCP avança com o seu plano estratégico, que contempla o reembolso total das CoCos até 2017", realça o BPI no seu Iberian Daily de hoje. O banco de investimento lembra que estes instrumentos financeiros têm um custo anual de 35 milhões de euros, o que representa 3,5% da margem financeira estimada pelo BPI para 2014.

 

Opinião semelhante tem o Caixa BI. "Encaramos esta aprovação como uma notícia positiva para o BCP, na medida em que resulta de uma análise actual e prospectiva efectuada pelo banco central à posição de capital do banco, o que lhe confere um significado adicional"", escreve o analista André Rodrigues.

 

Com o pagamento desta primeira tranche de apoio público, correspondente a 13,3% do total de 3.000 milhões que o BCP recebeu do Tesouro, o grupo "cumpre o plano definido para pagamento de ‘CoCos’ em 2014, evidenciando a capacidade de execução do plano estratégico traçado", refere o BCP em comunicado à CMVM. Este reembolso surge depois do banco ter comunicado que vendeu as suas posições na Ocidental e na Medis, um negócio que gerou uma mais-valia de 72 milhões de euros.

 

As acções estão a reagir em alta a estas notícias. O banco segue a valorizar 1,98%, para 0,196 cêntimos, com o BCP a ser o principal responsável pela valorização do índice português.

 

De acordo com os cálculos do BPI, o reembolso de 400 milhões de euros deverá ter um impacto de 90 pontos base no rácio "fully loaded" Core Tier 1 do banco, com o rácio a ficar em 9,1% após a operação, isto assumindo a reforma dos impostos diferidos, que os analistas esperam que seja anunciada algures nas próximas semanas.

 

Ainda assim, para o BPI, a leitura mais importante deste reembolso prende-se com o facto do Banco de Portugal ter aprovado este pagamento antes da realização da revisão da qualidade dos activos e dos testes de "stress" do BCE, "um sinal que o regulador está confiante na capacidade do banco passar em ambos os exames sem qualquer dificuldade".

 

A casa de investimento recorda ainda as notícias em torno de um eventual aumento de capital por parte do BCP, destacando que caso esta operação se venha a materializar, o objectivo será pagar a ajuda estatal.

 

Já o Caixa BI está confiante que o BCP deverá "enfrentar positivamente o desafio relacionado com o reembolso das obrigações Coco". Por outro lado, "a melhoria ao nível das condições macroeconómicas em Portugal será um driver relevante para o banco, assim como a (esperada) aprovação da reforma dos impostos diferidos, a qual poderá ser a base para um pagamento antecipado (parcial mas substancial) das obrigações Coco". 

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