Banca & Finanças António Costa não exclui a nacionalização do Novo Banco

António Costa não exclui a nacionalização do Novo Banco

O primeiro-ministro disse esta quarta-feira que, no dossiê Novo Banco, o Governo está com uma "atitude aberta". Costa respondia a Jerónimo de Sousa, que quis saber como o Executivo vai resolver a questão do Novo Banco e que voltou a defender a nacionalização do banco.
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Marta Moitinho Oliveira 30 de março de 2016 às 17:04

O Governo "está com uma atitude aberta a ver as soluções que existem", garantiu António Costa esta quarta-feira durante o debate quinzenal do Parlamento.

O chefe do Governo assegurou depois que o Executivo "tomará uma decisão" perante as alternativas, respeitando, porém, algumas regras. Tem de ser a "melhor solução" para os contribuintes que garanta a "estabilidade do sistema financeiro", justificou.


Portugal tem até Agosto de 2017 para vender o Novo Banco. Recorde-se que a Comissão Europeia definiu como limite máximo para a venda do Novo Banco o mês de Agosto de 2017. No entanto, as autoridades nacionais comprometeram-se em fazer um esforço para finalizar a venda do Novo Banco até ao próximo mês de Agosto.


A solução de nacionalização do Novo Banco tem sido defendida pela esquerda, tendo o PCP já apresentado um projecto nesse sentido, mas não só. Vítor Bento, ex-presidente do Novo Banco, também defendeu esta solução. Vítor Bento, antecessor de Stock da Cunha na liderança do Novo Banco, defendeu em 23 de Fevereiro que a nacionalização da instituição financeira é uma opção a ter em conta. Para no dia seguinte acrescentar que a nacionalização do Novo Banco pode ser uma oportunidade para Portugal liderar a consolidação do sistema financeiro.

Também a 23 de Fevereiro, o PCP entregou no parlamento uma proposta para a passagem do Novo Banco para a esfera pública. O deputado comunista Miguel Tiago justificou a proposta com a seguinte afirmação: "Já que temos de o pagar, ao menos que seja público". No mesmo dia, o primeiro-ministro não se comprometeu com uma posição definitiva do Estado, preferindo dizer que "devemos dar tempo para encontrar uma solução para o Novo Banco. Vamos estudar as soluções".


O Banco de Portugal já tentou vender o Novo Banco até Agosto de 2015, mas não o conseguiu fazer. O Diário de Notícias avançou na semana passada que o roadshow para a venda do Novo Banco arranca já esta quinta-feira, 31 de Março. Stock da Cunha, presidente da instituição, e Sérgio Monteiro, contratado para liderar o processo de venda do banco, estarão amanhã em Nova Iorque para a primeira ronda de contactos. 

No início de Março o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, citado pela agência Lusa, sustentou que "é quase impossível" concluir com sucesso um processo de nacionalização do Novo Banco. "A nacionalização não é um processo fácil, e eu diria mesmo que é muito difícil de pôr em execução. No quadro de uma resolução, existe uma disposição que permite, em condições excepcionais - que ponham em causa a estabilidade do sistema financeiro -, uma nacionalização que tem que ser aprovada pela Comissão [Europeia]", explicou.




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