Banca & Finanças António Costa quer "menos bancos privados mais fortes"

António Costa quer "menos bancos privados mais fortes"

Esta foi a mensagem deixada pelo primeiro-ministro numa carta enviada aos líderes do BCE e da Comissão Europeia, que foi disponibilizada pelo PSD. António Costa disse, na missiva de 14 de Dezembro, estar preocupado com o Fundo de Resolução.
António Costa quer "menos bancos privados mais fortes"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 15 de junho de 2016 às 21:02

A carta foi divulgada pelo Partido Social Democrata mas mostra as ideias que, a 14 de Dezembro de 2015, António Costa tinha para a banca portuguesa. Era preciso um calendário para a capitalização do Novo Banco e do Banif, era necessário estudar a situação do Fundo de Resolução e tinha de se dar força à Caixa Geral de Depósitos ao mesmo tempo que se deveria promover a redução do peso de grandes bancos privados.

 

Na carta, António Costa pede uma reunião presencial a Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, onde se possa "definir uma estratégia para a intervenção global sobre o sistema financeiro, os calendários da capitalização e dos processos de venda do Novo Banco e do Banif e a situação financeira do Fundo de Resolução".

 

Contudo, no documento, o socialista já avançava com ideias do que pretendia. "Acreditamos que o sector precisa de aproveitar a oportunidade de se consolidar em dois grandes pilares: um banco estatal sólido e menos bancos privados mais fortes". Em relação ao banco público, o primeiro-ministro sublinhava, em Dezembro, que sabia que era preciso cumprir as metas estabelecidas no plano de reestruturação, dando como exemplo a melhoria "da operação da banca de investimento".

 

Além disso, na mesma carta, Costa também pede um "pacote", definido em "próxima cooperação entre as autoridades europeias e portuguesas", para a banca portuguesa e que não passe por "infindáveis recapitalizações e auxílios estatais que se provarem ineficientes". A ajuda à banca é essencial, justifica o primeiro-ministro, porque "sem um sector financeiro sólido, nem a flexibilização quantitativa [do BCE] nem o enorme pacote de investimento da Comissão Europeia vão puxar a economia real em Portugal".

 

Outro dos aspectos necessários para o sector bancário, de acordo com a mesma carta de 14 de Dezembro, é a avaliação "da total extensão dos créditos malparados e da exposição ao sector imobiliários" dos bancos, que exige uma "solução a ser adoptada". Depois disto, começou a ser falado no banco "mau", que ficasse com aquele tipo de activos que, neste momento, ainda pesa no balanço dos bancos. 




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