Banca & Finanças António Ramalho: "Nenhum dos meus concorrentes quis comprar o Novo Banco"

António Ramalho: "Nenhum dos meus concorrentes quis comprar o Novo Banco"

António Ramalho, presidente do Novo Banco, diz que apenas o Fundo de Resolução teve a "coragem" de ficar com a entidade que lidera.
António Ramalho: "Nenhum dos meus concorrentes quis comprar o Novo Banco"
Tiago Petinga/Lusa
Rita Atalaia 01 de março de 2019 às 18:41

António Ramalho, presidente do Novo Banco, afirma que nenhum dos outros banco quis comprar a entidade que lidera, salientando que apenas o Fundo de Resolução teve "coragem" para ficar com 25% da instituição financeira. Isto depois de o BCP se ter mostrado "apreensivo" com a injeção de capital no Novo Banco.

 

"Nenhum dos meus concorrentes quis comprar o banco. Houve alguém com coragem para comprar o banco e o Estado ficou com 25% na expectativa de o banco valorizar", disse António Ramalho, durante a apresentação dos resultados do Novo Banco para 2018. 

 

O presidente do Novo Banco respondia às declarações de Miguel Maya, depois de o presidente do BCP ter dito ver com "apreensão" a nova injeção de capital. 

 

"Não vemos com surpresa" a injeção de mais de mil milhões no Novo Banco, afirmou Miguel Maya. Isto porque "o modelo de incentivos é propenso a que haja essa tentação de retirar o máximo possível do Fundo de Resolução", notou. É uma injeção que causa "apreensão" ao BCP, disse Miguel Maya.

 

O Novo Banco prepara-se para pedir ao Fundo de Resolução 1.149 milhões de euros. Um valor que fica bem acima dos 850 milhões de euros que o Governo inscreveu como teto máximo no orçamento do Estado para 2019.

 

"Acredito que o Fundo recorrerá este ano a um empréstimo do Estado ou ao mercado", afirmou Ramalho, quando questionado sobre os fundos da entidade, relembrando que, no ano passado, contou com 400 milhões de euros do Estado.

 

A injeção de capital ocorre no âmbito das condições acordadas quando 75% do banco foi vendido à Lone Star.




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