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António Costa já felicitou CaixaBank e Isabel dos Santos por acordo no BPI

Tal como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa também está satisfeito com a solução encontrada para o BPI. O acordo entre o banco catalão e a empresária angolana traz "confiança" para a economia portuguesa.

Miguel Baltazar/Negócios
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O primeiro-ministro António Costa diz ter deixado palavras de agrado pelo acordo no Banco BPI aos accionistas CaixaBank e a Isabel dos Santos. O entendimento, que chegou este domingo mesmo quase no final do prazo dado pelo Banco Central Europeu, vai dar força ao sistema bancário nacional, defende.

 

"Já felicitei os accionistas Caixabank, Santoro e o presidente Artur Santos Silva", declarou António Costa na visita oficial à Grécia nesta segunda-feira, 11 de Abril, quando questionado sobre o acordo a que os accionistas do BPI chegaram para responder à exigência do Banco Central Europeu de reduzir a exposição a Angola.

 

Para o primeiro-ministro, o acordo – cujos pormenores ainda não são conhecidos – vai reforçar "a solidez do sistema financeiro" e mostra também uma "confiança grande no sistema financeiro por parte de investidores estrangeiros". "É um sinal de confiança na economia portuguesa", afirmou António Costa sobre um diferendo que opunha o Caixabank (44% do BPI) e Santoro (18,6%) e no qual o seu amigo Diogo Lacerda Machado também interveio para criar caminhos de conciliação.

 

Motivos pelos quais o líder do Executivo admite ter visto "com muita satisfação e agrado" a solução encontrada pelo banco catalão e a empresária angolana. A posição foi idêntica à do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa: "Estou satisfeito pelo facto de ter sido fechado o acordo. Foi obra da intervenção dos privados, das entidades reguladoras e dos órgãos do poder político. Sem a intervenção de todos não teria sido possível chegar onde se chegou", disse o Chefe de Estado esta segunda-feira.

Durante mais de um ano, o Caixabank e a Santoro tiveram um diferendo devido às novas exigências do BCE, o que obrigou ao banco presidido por Fernando Ulrich a repensar a presença no Banco de Fomento de Angola. Na prática, o acordo passa pela venda de parte da posição maioritária que o BPI tem neste banco angolano a Isabel dos Santos tendo como contrapartida a alienação, por parte da empresária, da sua participação no BPI. 

 

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