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Após novos prejuízos, sociedade que gere activos do BPN pede novas injecções de capital

A Parvalorem agravou a sua situação patrimonial em 2014, ao registar novos prejuízos. O presidente fala em "aumento de capital substancial". As duas outras sociedades do ex-BPN também estão com passivo superior ao activo.

Bruno Simão/Negócios
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"Parece-nos ser de extrema importância uma análise e eventual reforço de capital social da Parvalorem". Francisco Nogueira Leite afirma-o no relatório e contas de 2014 da Parvalorem, a principal sociedade que ficou com os activos tóxicos do BPN após a nacionalização, publicado na quinta-feira.


A Parvalorem, que herdou créditos de difícil cobrança, até conseguiu melhorar as contas em 2014, tendo apresentado prejuízos de 307,8 milhões de euros face aos 555,9 milhões alcançados em 2013. A empresa alerta, contudo, que continua a ter um "problema nuclear" com a dívida toda que tem de pagar.

 

Além disso, e apesar da redução, o prejuízo foi acrescentado ao capital próprio (diferença entre aquilo que a sociedade tem e todas as responsabilidades que tem de enfrentar). O capital próprio ficou, no final do ano passado, nos 3.386 milhões de euros negativos, mais 10% do que um ano antes.

 

É nesse sentido que Nogueira Leite fala num aumento de capital – ou seja, capital fresco que melhore a situação patrimonial da Parvalorem. Questionado pelo Diário Económico, o responsável afirmou que o aumento de capital tem de ser "substancial" mas não aprofundou a intenção.

 

Contudo, a Parvalorem não é a única sociedade que ficou com activos e passivos do BPN que tem uma situação deficitária. Uma delas recebeu já dois aumentos de capital no último ano – suportados pelo Estado.

 

É o caso da Parparticipadas, que ficou com sociedades ligadas ao BPN nas suas mãos, como o Banco Efisa. Começou com 12 entidades e apenas estão por arranjar compradores para três delas: Efisa, BPN Creditus Brasil e Imofundos. As duas primeiras têm os seus "processos de alienação muito avançados", segundo o relatório e contas próprio. O Efisa já obrigou a injecções de capital no último ano de 52,5 milhões de euros, de forma a poder continuar em actividade.


Esta sociedade Parparticipadas apurou um prejuízo de 5,4 milhões de euros no ano passado, pressionada pela menos-valia que teve de apresentar com a venda do BPN Crédito (por 36 milhões de euros). O capital próprio passou a 144 milhões de euros negativos, melhorando em relação ao ano anterior devido ao aumento de capital em relação ao ano passado.

 

Já segundo o seu relatório e contas, a terceira empresa Par, a Parups, alcançou um prejuízo de 75 milhões de euros, colocando o capital próprio em 795 milhões de euros negativos.

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