Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Arménio Carlos: "Há que pôr o Novo Banco ao serviço do povo"

No discurso de abertura do XIII Congresso da CGTP, Arménio Carlos apelou à nacionalização do Novo Banco, argumentando que "não é aceitável" que os trabalhadores paguem a "má gestão" e a "trafulhice" na instituição.

  • Assine já 1€/1 mês
  • 27
  • ...

O líder da CGTP, Arménio Carlos, acrescentou esta sexta-feira, 26 de Fevereiro, ao discurso que tinha preparado para a abertura do XIII Congresso da CGTP uma referência aos trabalhadores que podem ser despedidos no Novo Banco e um apelo à claro nacionalização da instituição. "Há que pôr o Novo Banco ao serviço do povo", disse o secretário-geral da CGTP, que será reconduzido a um segundo e último mandato.

"Não é aceitável que os trabalhadores do Novo Banco sejam os que neste momento têm de pagar a factura com a destruição do seu próprio emprego por negócios, por má gestão, por trafulhices que a gestão do BES, e agora a incapacidade da gestão do Novo Banco, [que] acaba por não responder aos problemas", disse.

Referindo que, ao garantirem que o Novo Banco não traria mais encargos, o anterior primeiro-ministro, Passos Coelho, e a anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque "mentiram", Arménio Carlos referiu que os encargos são agora apresentados "em duplicado: "Há aqui claramente um prejuízo para a população" e para "mil trabalhadores do Novo Banco que correm o risco de perder o emprego".

"E perante isto, camaradas e amigos, entre perder o dinheiro, perder o emprego e entregar o Novo Banco de mão beijada à banca espanhola" ou "aproveitar o que já está e nacionalizar o Novo Banco, para que este possa ser rentabilizado e dar resposta às necessidades do País, não temos dúvidas: se o dinheiro está perdido então há que ficar com o banco, há que pôr o banco ao serviço do povo, ao serviço do país", afirmou em Almada, perante uma plateia de 740 delegados, trabalhadores convidados e delegações estrangeiras.

O Novo Banco anunciou esta quinta-feira o maior despedimento da banca nacional. Em cima da mesa está um despedimento colectivo de 500 pessoas, de um total de mil postos de trabalho que o plano de reestruturação combinado com Bruxelas implica para este ano, com o objectivo de reduzir em 150 milhões de euros os custos operacionais.

A reestruturação foi apresentada depois de terem sido revelados prejuízos de 980 milhões de euros em 2015.

Ver comentários
Saber mais CGTP Arménio Carlos Novo Banco BES
Mais lidas
Outras Notícias