Banca & Finanças Assina-se hoje um memorando de entendimento para chegar a solução para papel comercial

Assina-se hoje um memorando de entendimento para chegar a solução para papel comercial

Governo, CMVM, Banco de Portugal, AIEPC e BES vão assinar esta quarta-feira, na residência oficial do primeiro-ministro, o memorando de entendimento que estabelece as bases para um eventual acordo para o papel comercial doz GES.
Assina-se hoje um memorando de entendimento para chegar a solução para papel comercial
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 30 de março de 2016 às 13:18

Depois de várias reuniões em torno do papel comercial vendido pelo Banco Espírito Santo, vai haver um memorando de entendimento que irá unir os vários intervenientes. O objectivo é criar as bases para que se chegue a uma solução que permita reembolsar os cerca de 2.000 clientes com perto de 500 milhões de euros em títulos de dívida de empresas do Grupo Espírito Santo em insolvência. 

 

A assinatura terá lugar esta quarta-feira, pelas 18:00, na residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, avança o Correio da Manhã. 

 

De acordo com o que o Negócios conseguiu confirmar, o memorando de entendimento vai contar com as assinaturas de representantes do Banco de Portugal, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC), do Governo e ainda do Banco Espírito Santo.

Do lado do Governo, será António Costa a colocar a assinatura neste documento. O agora primeiro-ministro sempre foi crítico da postura do anterior Executivo, liderado por Pedro Passos Coelho, por nunca se ter empenhado na procura de uma solução. 

Novo Banco fora, BES "mau" dentro

 

O Novo Banco, herdeiro do Banco Espírito Santo mas sobre o qual a autoridade de resolução (Banco de Portugal) retirou responsabilidades pelo pagamento do papel comercial, fica fora deste memorando. Já o BES "mau" irá assinar o documento.

 

No memorando, deverá constar a base para uma negociação futura que venha a encontrar uma solução para os investidores que, aos balcões do BES, adquiriram papel comercial da Rioforte e da Espírito Santo International, empresas do Grupo Espírito Santo que entraram em insolvência e não reembolsaram. 

Quer isto dizer que a assinatura do memorando não é a assinatura de uma solução mas sim a das bases para que venha a haver uma negociação efectiva. Aí, deverá estar os fundamentos para que haja uma solução e as balizas temporais para que, efectivamente, se chegue a um acordo. 


(Notícia actualizada às 13:27 com mais informações)




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