Banca & Finanças Aumento de capital e reembolso antecipado de ajuda estatal dão subida de 9% ao Banif

Aumento de capital e reembolso antecipado de ajuda estatal dão subida de 9% ao Banif

O objectivo do Banif era ir buscar 138,5 milhões de euros. Houve procura para 195,6 milhões de euros. Fica concluído o processo de capitalização. Já se fala em antecipar o reembolso da ajuda estatal. As acções dispararam.
Aumento de capital e reembolso antecipado de ajuda estatal dão subida de 9% ao Banif

Na sessão imediatamente antes de os resultados oficiais do aumento de capital serem tornados públicos, os títulos do Banif dispararam na Bolsa de Lisboa. Algo que ocorreu também depois de o presidente executivo ter afirmado que quer antecipar o pagamento da ajuda estatal que se comprometeu a devolver até Dezembro.

 

As acções terminaram o dia com uma subida de 9,17%, o que as levou a encerrar nos 1,19 cêntimos. É o preço mais elevado desde meados de Abril. Durante o dia, chegaram a disparar 13,10%, a maior valorização desde 29 de Novembro de 2013.  

 

Foram negociados 709 milhões de títulos existentes do Banif, quando a média diária dos últimos seis meses aponta para os 296 milhões de acções.

 

O banco madeirense concluiu, na sexta-feira, a operação de aumento de capital através da emissão de acções que foram vendidas a um cêntimo, pelo que os títulos regressaram esta manhã aos ganhos, superando o valor das novas acções.

 

O aumento de capital do Banif, destinado a levantar 138,5 milhões de euros, registou uma procura de 195,6 milhões de euros, como revelou Jorge Tomé, presidente da instituição, ao Negócios na sexta-feira passada.

 

A procura superou em 57,1 milhões de euros a oferta disponível, o que implicou o rateio das acções, processo em que os accionistas do banco beneficiaram do critério de alocação prioritária, como tinha sido previamente anunciado pelo banco.

 

Amortização antecipada de ajuda estatal

 

Com esta operação, o Banif concluiu o processo de capitalização por meios privados, que implicava levantar um total de 450 milhões junto de investidores privados. Foi este o compromisso assumido pela administração quando o banco recorreu à ajuda do Estado – e que permite agora tirar o controlo estatal da instituição financeira.

 

Em Janeiro de 2013, o grupo recebeu 1.100 milhões de fundos públicos, dos quais 700 milhões em capital e 400 milhões em instrumentos de capital contingente ("CoCos"). Da tranche relativa a "CoCos", o banco já reembolsou 275 milhões, estando obrigado a liquidar os restantes 125 milhões no final de 2014. Jorge Tomé disse, na sexta-feira passada, querer "rapidamente" amortizar esse valor.

 

"É intenção da comissão executiva, logo que tenha as contas de Junho fechadas e o processo de capitalização encerrado, pedir a amortização antecipada dos "Coco’s", afirmou na sexta-feira o líder da instituição fundada por Horácio Roque, citado pela agência Lusa.

 

Entretanto, mesmo depois desta operação, o banco vai continuar a cotar perto da casa de um cêntimo, já que a instituição financeira cujo "chairman" é Luís Amado optou por adiar até ao final do ano a fusão de acções. O regresso aos lucros estará mais próximo nessa altura, pelo que a comissão executiva considera mais prudente só avançar aí com a operação designada de "reverse stock split", em que cada dez acções serão fusionadas para dar lugar a uma só (por exemplo, se cada acção valer 1 cêntimo, como a nova acção é resultado de dez juntas, passa a cotar nos 10 cêntimos).




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