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Automatização custa 550 empregos ao Royal Bank of Scotland

O banco público vai reduzir pessoal devido à adopção de mecanismos de aconselhamento automático para investidores e à venda exclusiva de seguros através do telefone.

RBS, 14 mil postos de trabalho. O Royal Bank of Scotland é outra das instituições que reduziu o peso das suas unidades de negociação, determinado a focar-se mais no mercado britânico. Como consequência desta estratégia, o banco anunciou que vai eliminar 14 mil empregos.
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 14 de Março de 2016 às 17:53

O Royal Bank of Scotland, detido a 73% pelo Estado britânico, vai passar a aconselhar automaticamente online os clientes que pretendam investir pelo menos 500 libras (644 euros), reservando a assessoria de investimento personalizada apenas para grandes investimentos, superiores a 250 mil libras (322 mil euros).


A adopção deste sistema vai ter um impacto no número de trabalhadores da instituição financeira, levando à redução de 220 trabalhadores da sua equipa de aconselhamento. Além disso, com a introdução de meios automáticos, o banco vai também passar a disponibilizar o negócio de seguros exclusivamente para venda via telefone, eliminando 250 postos de trabalho neste sector. As alterações vão igualmente reduzir 80 cargos administrativos.


Os cortes vão afectar todo o Reino Unido, incluindo a Escócia, e seguem-se à publicação por parte das autoridades financeiras (a Financial Conduct Authority) de um estudo que conclui que os serviços automatizados podem proporcionar um serviço mais eficiente em termos de custos.


"A procura de aconselhamento presencial para investimentos está a mudar. Os nossos clientes pedem de forma crescente ao banco que use tecnologia digital", disse à BBC uma porta-voz do Royal Bank of Scotland.

O aconselhamento por "robots" passa pela colocação, online, de questões aos clientes como o objectivo da poupança que se pretende fazer, quanto tem para investir, qual a atitude face ao risco e ao longo de quanto tempo prevê investir. Em função das respostas, o banco dá sugestões de investimento e ajuda o cliente na aplicação financeira.

Em Fevereiro passado o banco divulgou o oitavo exercício consecutivo de prejuízos – quase 2 mil milhões de libras, equivalente a 2,5 mil milhões de euros -, a reflectir custos de reestruturação mas sobretudo de litigância.


Em Agosto de 2015, o governo do Reino Unido vendeu uma parte das acções do Royal Bank of Scotland - 5,4%. Esta foi a primeira alienação de capital desde que o banco foi alvo, em 2008, do maior resgate do mundo a uma instituição financeira - a injecção, pelo Estado, de cerca de 64 mil milhões de euros.

Os papéis do RBS fecharam a sessão desta segunda-feira a valorizar 0,28% para 2,30 libras. 
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