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Banca recebeu mais de 780 mil pedidos de moratória até ao final de maio

De acordo com dados do Banco de Portugal, do total de 783.749 pedidos de moratória, as instituições aplicaram as medidas de apoio previstas a 688.515 contratos até ao final de maio.

Miguel Baltazar
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 25 de Junho de 2020 às 15:03
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Os bancos nacionais receberam mais de 780 mil pedidos de moratória no crédito, até ao final de maio, com mais de metade a recorrer à solução do Estado. Os números são avançados pelo Banco de Portugal, num comunicado divulgado esta quinta-feira.

"A informação disponível indica que, desde 27 de março e até ao final de maio, os pedidos de adesão a moratórias de crédito abrangeram um total de 783.749 contratos de crédito. Até essa data, as instituições aplicaram as medidas de apoio previstas nas moratórias a 688.515 contratos, correspondendo os restantes 95.234 contratos a situações que, nessa data, estavam ainda em apreciação ou não preenchiam as condições de acesso", refere o BdP num comunicado divulgado esta quinta-feira. 

Segundo o regulador, "mais de metade (56%) dos contratos que beneficiam de medidas de apoio estão integrados no regime da moratória pública (385.117 contratos), enquanto os restantes estão abrangidos por moratórias privadas (303.398)". 

"No âmbito da moratória pública, quase metade dos contratos integrados (171.817) respeitam a crédito concedido para aquisição de habitação própria permanente, enquanto os restantes envolvem crédito a empresas, a empresários em nome individual (ENI) e a outros clientes", refere ainda o BdP. 

Já os contratos integrados nas moratórias privadas "respeitam, maioritariamente, a crédito aos consumidores (175.336), correspondendo os restantes a outros contratos de crédito hipotecário (128.062)". 

"Os contratos de crédito celebrados com consumidores (famílias) representam mais de dois terços dos contratos que beneficiam das moratórias (475.215 contratos), o que corresponde a 69% do total dos contratos integrados nas moratórias), sendo os restantes de crédito a empresas, ENI e outros", remata o regulador. 

No relatório de estabilidade financeira, divulgado na quarta-feira, o BdP indicou que um total de 22% da carteira total de crédito dos bancos está abrangido pelas moratórias existentes que adiam o pagamento da prestação mensal. Ou seja, as moratórias abrangem contratos de crédito que totalizam 39 mil milhões de euros. 

Foi no final de março que o Estado aprovou uma moratória legal de seis meses para crédito à habitação e empréstimos de empresas. A banca, através da Associação Portuguesa de Bancos (APB), veio depois complementar esta medida, incluindo na sua solução crédito ao consumo e segundas habitações.

Mais recentemente, o Governo decidiu prolongar a sua solução até 31 de março de 2021 e passou a abranger mais clientes e créditos. Uma decisão que já levou a APB a indicar que, a partir de agora, a solução da banca apenas será aplicada junto dos créditos quando estes não cumprirem os requisitos para beneficiar da moratória legal.

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