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Banca nacional reduz dependência do BCE para mínimo de quase três anos

Empréstimos do BCE à banca portuguesa desceram em Abril pelo sétimo mês consecutivo, renovando o valor mais reduzido desde Julho de 2011.

Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 12:18
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A banca portuguesa continua a baixar a sua dependência do Banco Central Europeu, tendo em Abril reduzido os empréstimos contraídos junto da autoridade monetária pelo sétimo mês consecutivo.

 

A exposição a Frankfurt por parte da banca nacional atingiu os 44.579 milhões de euros no final de Abril, um deslize de 1%, ou 468 milhões de euros, em relação aos 45.047 milhões alcançados um mês antes, segundo os dados publicados esta terça-feira, 13 de Maio, pelo Banco de Portugal.  

 

Esta foi a sétima redução mensal consecutiva nos empréstimos, sendo que em Março a queda tinha sido de dimensão superior (3,6% ou 1.700 milhões de euros). O valor dos empréstimos continua em mínimos desde Julho de 2011, mês em que atingiu 44.226 milhões de euros.

 

O financiamento cedido pela autoridade liderada por Mario Draghi (na foto) é uma das formas que os bancos têm para se financiarem (para além dos depósitos, do recurso directo aos mercados ou do financiamento cedido por outros bancos). Aliás, o recurso ao BCE foi a forma de financiamento que ganhou preponderância numa altura em que era impossível aos bancos pedirem dinheiro emprestado aos mercados ou a outras instituições financeiras.  

 

Em Maio de 2010, altura em que a Grécia solicitou a ajuda externa, a exposição ao BCE disparou. No início desse ano, Frankfurt cedia um financiamento na ordem dos 15.000 milhões de euros. No final de 2010, o valor já superava os 40.000 milhões. O mercado interbancário estava completamente estrangulado e era o grande responsável por essa realidade.

 

A meio de 2012, o pico foi atingido: a banca tinha, em carteira, uma exposição superior a 60.000 milhões de euros junto do BCE. Entre subidas e descidas, o financiamento tem vindo a deslizar desde aí, algo que se tem intensificado nos últimos meses - à medida que se aproxima o programa de assistência económica e financeira. Desde Setembro do ano passado, que o corte do financiamento cedido por Frankfurt ganhou expressão, já que tem recuado todos os meses. O que voltou a acontecer no mês de Março.

 

Neste momento, os bancos portugueses já têm conseguido aceder aos mercados, recuperando financiamento directamente dos investidores. Daí que tenham vindo a atingir níveis alcançados apenas em Julho de 2011.

 

A redução da dependência em relação à autoridade monetária é uma das metas definidas pelo programa de assistência económica e financeira a Portugal da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e BCE).

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