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Banca portuguesa escapa aos testes de stress da EBA em 2016

Não há nenhum banco português a ser analisado pelos testes de esforço financeiro da EBA no próximo ano. Poderá haver um exercício idêntico, feito pelo BCE, aos maiores bancos nacionais, mas tendo em conta a sua "menor complexidade".

Reuters
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 13:33
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10 bancos da Alemanha. Seis bancos de Espanha. Cinco bancos de Itália. Ao todo, 53 bancos da União Europeia. Zero bancos de Portugal. Nenhuma instituição financeira com sede em Portugal vai ser sujeita aos testes de esforço financeiro realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla inglesa) em colaboração com Banco Central Europeu (BCE).

 

"Pela primeira vez, a amostra foi definida de um ponto de vista do Mecanismo Único de Supervisão e não através de uma perspectiva nacional", indica o comunicado de imprensa do Banco Central Europeu sobre os testes de esforço. O mecanismo é o sistema de supervisão bancária da Zona Euro que tem o Banco Central Europeu como peça central, através da análise aos principais bancos do continente.

 

Ou seja, os 19 países sob a supervisão do BCE foram vistos como um todo quando se fizeram os cálculos para a avaliação dos bancos que deveriam ser analisados no exame da EBA. Ao contrário do BCE, que se centra na Zona Euro, a EBA tem uma visão mais geral, de toda a União Europeia.

O conjunto de instituições alvo do exame no próximo ano representa "70% do sector bancário europeu", apesar de só estarem presentes bancos de 10 países da Zona Euro. Na lista, revelada esta quinta-feira 5 de Novembro, constam, por exemplo, o Santander (que terá de consolidar, nas suas contas, o português Santander Totta), o Deutsche Bank Bank, o Société Générale. Ao todo, serão analisados nestes exames 53 bancos de toda a União Europeia, sendo que apenas 39 são da Zona Euro.

 

De qualquer forma, apesar de escaparem aos testes conduzidos pela EBA, os restantes bancos significativos da Zona Euro (os de maior dimensão, que estão sujeitos à supervisão directa do BCE) vão ser sujeitos a um teste conduzido, em paralelo, pela autoridade monetária liderada por Mario Draghi, que segue a metodologia do teste principal mas que terá em conta "a menor dimensão e menor complexidade destas instituições". CGD, BCP, Novo Banco e BPI são as instituições bancárias portuguesas consideradas significativas peo BCE.

 

Os testes da EBA deverão ser lançados no final de Fevereiro de 2016, sendo que o objectivo é que o resultado exercício, que vai analisar a capacidade de resistência a crises profundas, seja revelado no início do terceiro trimestre, segundo o comunicado desta supervisora europeia, em que é revelado o guia de orientação estes testes.

(Notícia rectificada no segundo parágrafo pelas 15h50 para esclarecer que o "mecanismo é o sistema de supervisão bancária da Zona Euro")

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