Banca & Finanças Banco de Portugal "considera desejável" que BES reforce capital sem ajuda do Estado

Banco de Portugal "considera desejável" que BES reforce capital sem ajuda do Estado

A linha de recapitalização da banca está disponível caso o BES precise, mas o Banco de Portugal "considera desejável" que a instituição reforce o seu capital sem recurso ao Estado.
Banco de Portugal "considera desejável" que BES reforce capital sem ajuda do Estado
Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes 31 de julho de 2014 às 00:01

"O Banco de Portugal considera desejável que o reforço de capital [do BES] seja realizado com base em soluções de mercado", salienta o supervisor num comunicado emitido esta quinta-feira, 31 de Julho, em reacção à apresentação de resultados do banco agora liderado por Vítor Bento.

 

O regulador "reafirma que a solidez da instituição está salvaguardada", até porque a linha de recapitalização criada no âmbito do resgate financeiro a Portugal continua disponível, salienta o comunicado.

 

Vítor Bento já admitiu que o banco terá de aumentar capital e vender activos, depois de reportado um prejuízo semestral de 3.557 milhões de euros. Assim, há um plano de capitalização a caminho, que será acompanhado de um plano de reestruturação. Mas os pormenores do plano ainda não foram conhecidos.

 

O Banco de Portugal, liderado por Carlos Costa, salienta que os números avançados esta quarta-feira pelo BES referentes à exposição do banco ao Grupo Espírito Santo (GES) "mantiveram-se dentro dos limites antecipados e em conformidade com a provisão de 2 mil milhões de euros que o Banco de Portugal determinou que fosse constituída para esta exposição."




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