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Banco de Portugal vai tirar "consequências" de "auditoria forense" ao BES

O regulador da banca determinou duas novas auditorias ao BES para eliminar incertezas. Não se esperam novidades a nível financeiro mas sim "avaliações de comportamento". E isso "terá objectivamente consequências".

Miguel Baltazar/Negócios
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O Banco de Portugal vai retirar "consequências" de duas auditorias que ordenou ao Banco Espírito Santo. Uma delas pretende analisar se, efectivamente, foram adoptadas as medidas de separação entre o BES e o ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo.

 

"O Banco de Portugal solicitou uma auditoria forense que confirme o cumprimento total de todas as determinações prudenciais de 'ring-fencing' emitidas relativamente às entidades não financeiras do GES", comentou o governador do supervisor do sector financeiro. O regulador, ao longo dos últimos meses, quis separar o negócio bancário (BES) do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo, em que algumas das suas sociedades se encontram perto de pedir protecção de credores, depois de, por exemplo, se terem detectado irregularidades "graves" na Espírito Santo International. 

 

Na audição da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Carlos Costa também referiu que "determinou a realização de uma auditoria independente em acrescente à revisão da carteira de crédito", que será realizada na avaliação de carácter abrangente que o Banco Central Europeu irá realizar à banca europeia até ao final do ano.

 

"Destas duas auditorias, não teremos surpresas materiais financeiras, mas avaliações de comportamento da forma como foi gerido [o processo]", explicou o governador aos deputados. "Terá objectivamente consequências", assegurou, referindo que poderá actuar no âmbito dos seus poderes prudenciais. O supervisor do sector financeiro tem o poder de impor contra-ordenações quando acredita que a actividade bancária não cumpre as normas. 

 

Estas serão novas auditorias depois de já ter sido realizadas iniciativas desde o final do ano passado ao nível de todo o banco e do Grupo Espírito Santo em que se detectou as irregularidades na ESI. 

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