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Banco de Inglaterra injecta 3,1 mil milhões de libras no sistema bancário

A entidade liderada por Mark Carney fez uma operação de financiamento esta terça-feira. Bancos pediram o dobro do montante disponibilizado.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 28 de Junho de 2016 às 11:53
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O Banco de Inglaterra injectou 3,1 mil milhões de libras (3,7 mil milhões de euros) no sistema bancário numa operação extraordinária de financiamento. Naquela que foi a primeira operação de cedência de liquidez desde o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, as instituições financeiras pediram mais do dobro do montante alocado pela entidade liderada por Mark Carney.

 

Em Março e para precaver potenciais impactos do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, o Banco de Inglaterra agendou várias operações extraordinárias de financiamento. "Esta é uma das operações extraordinárias agendadas em Março para planear para o risco de stress no mercado na altura do referendo", explicam os analistas do RBC Capital Markets, numa nota a investidores, divulgada ainda antes da operação.

 

O banco de investimento salientava que na semana passada, a operação de cedência de liquidez ao sistema financeira foi de 370 milhões de libras e que a média do montante alocado nestas operações ao longo de 2016 era de 2,5 mil milhões de libras. "Se a utilização desta facilidade for significativamente acima da média de 2,5 mil milhões de libras será razoável tirar a conclusão de que há sinais de stress", antevia o RBC Capital Markets.

 

Após serem conhecidos os resultados do referendo, o Banco de Inglaterra anunciou um reforço do valor que poderia alocar os bancos nas operações de liquidez. "Como rede de segurança, e para apoiar o funcionamento dos mercados, o Banco de Inglaterra está pronto para fornecer mais 250 mil milhões de libras de fundos adicionais", referiu a entidade em comunicado a 24 de Junho.

 

As acções do sector financeiro foram das mais penalizadas na ressaca do referendo sobre o Brexit. Apesar da recuperação das bolsas esta terça-feira, as acções de bancos como o Lloyds, o Royal Bank of Scotland e o Barclays perdem entre 25% e 29% desde a passada quinta-feira.

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