Banca & Finanças Banco de Portugal apoia "implementação do plano de reestruturação" do Novo Banco

Banco de Portugal apoia "implementação do plano de reestruturação" do Novo Banco

O regulador liderado por Carlos Costa reitera a confiança na equipa de Eduardo Stock da Cunha, que vai avançar para um processo de redução de pessoal que vai afectar 1.000 trabalhadores.
Banco de Portugal apoia "implementação do plano de reestruturação" do Novo Banco
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 25 de fevereiro de 2016 às 16:57

O regulador da banca apoia o plano de reestruturação que o Novo Banco tem em curso e que passa, segundo a comissão de trabalhadores, pelo corte de 1.000 trabalhadores, 500 dos quais através de um despedimento colectivo.

 

"O Banco de Portugal reitera o seu apoio à implementação, pela equipa de gestão, do plano de reestruturação oportunamente apresentado e aprovado pelas autoridades europeias", indica um comunicado de dois parágrafos divulgado na tarde desta quinta-feira, 25 de Fevereiro.

 

O comunicado da autoridade presidida por Carlos Costa acontece depois de uma comunicação da comissão de trabalhadores, que informa que o Novo Banco vai avançar para o despedimento colectivo de 500 colaboradores no âmbito de um corte de pessoal que poderá ascender a 1.000 funcionários. O anúncio foi feito depois de revelados prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015.

 

"Na sequência da divulgação, pelo Novo Banco, dos resultados relativos ao exercício de 2015, o Banco de Portugal sublinha a capacidade da equipa de gestão e dos colaboradores do Novo Banco em garantir o retorno do banco à normal actividade bancária e em preservar a confiança dos depositantes e clientes da instituição", adianta o comunicado do regulador. A confiança é demonstrada um dia depois de Stock da Cunha ter anunciado que a sua comissão de serviço no Novo Banco, vindo do Lloyds, foi estendida de Março "até ao Verão"

No plano de reestruturação da instituição financeira, estava já incluída a redução de 1.000 trabalhadores como objectivo para o presente ano. Esta é uma obrigação imposta pela Direcção-Geral da Concorrência, que coloca limites e exigências a entidades que beneficiaram de auxílios estatais.

 

O banco vai avançar para o quadro de pessoal mas também há estruturas que serão encerradas, ainda que a comissão de trabalhadores sublinhe que ainda não tem conhecimento de quais serão as visadas. 



(Notícia actualizada às 17:03 com mais informações)




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