Banca & Finanças Banco de Portugal está a fazer quatro auditorias forenses mas a do BES é a mais grave

Banco de Portugal está a fazer quatro auditorias forenses mas a do BES é a mais grave

As auditorias do Banco de Portugal feitas a três instituições "são de carácter muito pontual e não têm o grau de materialidade que justificou a auditoria forense ao BES", diz o regulador. O nome das empresas está protegido por sigilo.
Banco de Portugal está a fazer quatro auditorias forenses mas a do BES é a mais grave
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 08 de agosto de 2014 às 17:42

O Banco de Portugal está a realizar, neste momento, auditorias forenses a quatro instituições diferentes. Uma delas é ao Banco Espírito Santo, nomeadamente à actuação da anterior gestão. As outras três instituições não são reveladas. Mas sabe-se que o "grau de materialidade" que justificou a auditoria ao banco é maior.

 

No Parlamento, o governador do Banco de Portugal quis esclarecer, na audição de quinta-feira 7 de Agosto, que a auditoria forense ao BES não é a primeira a ser feita. É apenas a "que ganhou mais publicidade por força das circunstâncias".

 

"Estão três auditorias forenses já em desenvolvimento noutras circunstâncias", adiantou o líder do supervisor do sector financeiro. As auditorias forenses pretendem apurar factos que foram além do que é permitido pelas regras da regulação.

 

O deputado socialista João Galamba questionou Carlos Costa se as referidas auditorias eram relativas ao BES. "Não; noutras instituições", respondeu.

 

"Tendo em conta o dever de segredo, não é possível divulgar o nome das instituições a elas sujeitas", indicou o Banco de Portugal em respostas a perguntas do Negócios.

 

"As situações analisadas e em análise são de carácter muito pontual e não têm o grau de materialidade que justificou a auditoria forense ao BES", adiantou a mesma fonte. "As auditorias forenses são um instrumento complementar de supervisão que visam confirmar o cumprimento rigoroso das matérias que se inscrevam nas competências do Banco de Portugal", explicou ainda a mesma fonte.

 

No caso do BES, a auditoria foi ordenada para a "avaliação de responsabilidades individuais", nomeadamente porque foram realizadas operações que agravaram os prejuízos semestrais e que não respeitavam as directrizes do regulador. "Caso se confirme a prática de ilícitos, serão extraídas as necessárias consequências em matéria contra-ordenacional e criminal", já avisou o governador.

 

Esta auditoria ao BES, segundo o Expresso, deverá estar concluída até meados de Setembro.




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