Banca & Finanças Banco de Portugal fica "vulnerabilizado por esta inflamação constante na praça pública"

Banco de Portugal fica "vulnerabilizado por esta inflamação constante na praça pública"

Vítor Bento recusa comentar a actuação do Governador do Banco de Portugal, mas diz que o regulador do sector financeiro está "fragilizado". Essa é uma "evidência ‘lapalissiana’".
Banco de Portugal fica "vulnerabilizado por esta inflamação constante na praça pública"
Sara Matos/Negócios
Negócios 21 de fevereiro de 2016 às 18:06

António Costa tem atacado o Banco de Portugal pela sua actuação. Carlos Costa tem sido alvo constante do primeiro-ministro, tanto por causa do Banif como do BES, situação que, diz Vítor Bento, deixa a instituição "fragilizada". "Era do interesse de todos que se conseguisse resolver da forma menos destrutiva essa conflitualidade", defende.


Vitor Bento considera penosa a confrontação do Governo com o Banco de Portugal na praça pública. "A instituição fica vulnerabilizada por esta inflamação constante na praça pública", diz o antigo presidente do BES e do Novo Banco, actual presidente do Conselho de Administração da SIBS.


Questionado sobre a posição de Carlos Costa, Vítor Bento evitou responder. "Não me vou pronunciar por pessoas em particular", afirmou no programa Conversa Capital da Antena 1 e do Diário Económico. Destacou que "o Banco de Portugal é um pilar importante de funcionamento e deve ser preservado na sua capacidade institucional". E que, por isso, "seria desejável que esses conflitos se conseguissem resolver".

"Julgo que era do interesse de todos que se conseguisse resolver da forma menos destrutiva essa conflitualidade", notou, sublinhando que o Banco de Portugal "está fragilizado". Essa é, diz, "uma evidência ‘lapalissiana’". "Já estava fragilizada por acidentes que houve ao longo dos últimos anos", notou.


"O facto de o Banco de Portugal ter sido tornado autoridade de resolução criou uma carga que obviamente não poderia correr bem". "As resoluções bancárias têm sempre uma componente política, além de técnica. Não seria avisado colocar a carga da resolução em cima do Banco de Portugal", destacou Vítor Bento.




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