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Banco de Portugal quer reforçar venda das carteiras de crédito pelos bancos

O governador do Banco de Portugal disse esta quinta-feira que trabalha há dois anos para que os bancos portugueses tenham condições para vender as suas carteiras de crédito, objectivo que disse que levou a directora do FMI a considerá-lo um sonhador.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 24 de Outubro de 2013 às 12:45
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"Queremos dar a possibilidade aos bancos de venderem a instituições internacionais parte das carteiras para recuperarem liquidez e diminuir a dependência do sistema de bancos centrais", afirmou Carlos Costa, numa conferência organizada em Lisboa pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

 

Os bancos portugueses já têm vindo a vender algumas carteiras de crédito, mas o Banco de Portugal quer reforçar este movimento e sem que seja imposto ao preço da venda desse crédito “descontos” pelo facto de terem origem em Portugal.

 

Assim, acrescentou, no futuro os bancos teriam "balanços mais flexíveis" e seriam "mais rentáveis", já que ficariam com um 'stock' de crédito ajustado às condições de financiamento e teriam um volume de activos mais pequeno, ajustado à capacidade de captarem as poupanças.

 

Para isso, disse o governador, é preciso implementar a União Bancária e depois a União Financeira, de modo a dinamizar o mercado de títulos europeus. Haveria então mais compradores para o crédito hipotecário dos bancos portugueses e sem lhes impor o "desconto" soberano.

 

"É neste sentido que andamos a trabalhar no Banco de Portugal há 2 anos e meio. Na primeira reunião que tive com Christine Lagarde (directora-geral do Fundo Monetário Internacional) disse isto e julgo que ela olhou para mim e pensou "este sonha"", afirmou Carlos Costa, entre sorrisos.

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