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Banco de Portugal: Sérgio Monteiro tem salário "igual" ao do CaixaBI

O Banco de Portugal esclareceu que Sérgio Monteiro recebe "uma remuneração igual" à que tinha no CaixaBI. A entidade liderada por Carlos Costa justifica a contratação com a "complexidade e desafios" da venda do Novo Banco.

Sérgio Monteiro é o 41.º Mais Poderoso 2015
Sérgio Monteiro foi uma promessa na lista de poderosos do Negócios de 2014 que se confirmou. Entra em 2015. Ao fim de 15 anos, o Governo conseguiu vender a TAP num processo que, no entanto, teve dois andamentos. Nas PPP rodoviárias, fechou já seis revisões de contratos. Nos transportes, lançou as subconcessões. Antes desta fase mais difícil, esteve envolvido em quase todas as grandes privatizações. A sua acção, claro que com a aprovação do Governo, mudou o universo das empresas do Estado. Um percurso a estar atento.
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 27 de Novembro de 2015 às 13:38
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"O contrato de prestação de serviços com o Fundo de Resolução, que terá a duração de doze meses, prevê que o Dr. Sérgio Monteiro tenha direito a uma remuneração igual à que auferia na Caixa – Banco de Investimento, SA antes de desempenhar as funções de Secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações."

 

Foi este o esclarecimento feito pelo Banco de Portugal em comunicado enviado às redacções esta sexta-feira, 27 de Novembro, depois de o Público ter noticiado que o responsável contratado pelo Fundo de Resolução para vender o Novo Banco recebe um salário bruto de 30 mil euros por mês.

 

O banco central recorda ainda que Sérgio Monteiro "mantém o vínculo à sua entidade laboral, o Caixa – Banco de Investimento, SA, integrante do Grupo Caixa Geral de Depósitos", sugerindo que foi esta a razão por trás do pagamento de um salário mensal de 30 mil euros brutos, no âmbito do contrato celebrado com o Fundo de Resolução.

 

A entidade liderada por Carlos Costa justifica a contratação de Sérgio Monteiro com a "complexidade" e os "desafios associados ao processo da venda do Novo Banco". Circunstâncias que, para o Banco de Portugal, tornaram "necessário encontrar um responsável de reconhecido mérito e elevada experiência em operações desta natureza".

 

O antigo secretário de Estado do Governo de Pedro Passos Coelho foi encarregado de "assegurar a coordenação e gestão de toda a operação [de alienação do banco de transição], incluindo o acompanhamento do programa de transformação a implementar pelo Novo Banco, que é condição essencial para a sua venda", sublinha o comunicado do Banco de Portugal.
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