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Bancos do Reino Unido enfrentam os testes de stress mais exigentes de sempre

O Banco de Inglaterra vai fazer um exame adicional aos sete maiores bancos do país, para avaliar a resiliência das instituições perante um conjunto mais abrangente de choques.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Março de 2017 às 11:58
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Os maiores bancos do Reino Unido vão enfrentar os testes de stress mais exigentes de sempre, depois de o Banco de Inglaterra ter instituído uma avaliação adicional à capacidade das instituições financeiras de enfrentar certos cenários económicos, avança o Financial Times.

Assim, os sete maiores bancos do país - Barclays, HSBC, Royal Bank of Scotland, Lloyds Banking Group, Santander UK, Standard Chartered e Nationwide - serão sujeitos a um exame adicional, a par com os testes de stress "normais".

O novo exame, que será realizado a cada dois anos, tem como objectivo avaliar a resiliência das instituições perante um conjunto mais amplo de riscos, além dos que derivam do ciclo financeiro – tais como um ambiente de juros baixos persistentes e custos mais elevados.

O teste implica que os bancos apresentem projecções a sete anos, ajudando o Banco de Inglaterra a perceber quais serão as consequências, no sistema financeiro, de cenários como a queda contínua da rentabilidade do sector. Segundo o Financial Times, não serão publicados resultados individualizados para cada banco.

Por outro lado, o Banco de Inglaterra revelou que a Autoridade de Regulação Prudencial vai lançar uma revisão das normas de concessão de crédito, no que respeita ao crédito ao consumo, na sequência do crescimento deste sector.

Além disso, o Comité de Política Financeira do Banco de Inglaterra também vai supervisionar os planos de contingência dos bancos para mitigar os riscos, quando se iniciar o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Esta quarta-feira, 29 de Março, a primeira-ministra Theresa May vai oficializar formalmente o processo de retirada do país do bloco regional, dando início a dois anos de negociações com Bruxelas para definir os moldes em que o Reino Unido poderá sair da UE.

Antes da realização do referendo de Junho, o Banco de Inglaterra avisou que a votação representava o maior risco doméstico a curto prazo para a estabilidade financeira. Um risco que o governador Mark Carney admitiu, recentemente, ter vindo a diminuir. 

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