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Bancos portugueses continuam a escapar a reservas devido ao crescimento do crédito

A reserva contracíclica de fundos próprios está em 0% desde 2016 e vai continuar nula no arranque de 2020.

Mariline Alves/Cofina
Negócios jng@negocios.pt 31 de Dezembro de 2019 às 17:24
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Os bancos portugueses não vão ter de constituir, nos próximos três meses, a chamada reserva contracíclica, que tem como objetivo proteger o sistema de crescimentos excessivos do crédito.

 

"Por deliberação do Conselho de Administração adotada em 20 de dezembro de 2019, o Banco de Portugal, no exercício das suas competências enquanto autoridade macroprudencial nacional, decidiu que a percentagem de reserva contracíclica de fundos próprios a vigorar no 1.º trimestre de 2020 manter-se-á em 0% do montante total das posições em risco", refere um comunicado do Banco de Portugal

 

Todos os trimestres o Banco de Portugal tem de fixar qual o valor desta taxa. Foi constituída em 2016 e nunca saiu de 0%. Será assim de novo no arranque de 2020, apesar de em 2019 os bancos portugueses terem aumentado a concessão de crédito.

 

A deliberação do regulador português recebeu o "ok" do Banco Central Europeu e do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros.

 

O Banco de Portugal, para evitar riscos no sistema, tem vários instrumentos à sua disposição, nomeadamente a imposição de reservas para prevenir eventuais crises futuras. Uma delas é a reserva contracíclica em que é instigada a criação de uma percentagem dos melhores fundos da instituição para cobrir possíveis problemas

 

Esta reserva tem como "objetivo proteger o setor bancário nos períodos em que o risco sistémico cíclico aumenta, devido a um crescimento excessivo do crédito". Havendo uma demasiada concessão de crédito, o excesso poderá ressentir-se no futuro. "Quando os riscos se materializam ou diminuem, esta reserva adicional de fundos próprios garante que o setor bancário tem maior capacidade para absorver perdas, e permanecer solvente, sem interromper a concessão de crédito à economia real", segundo o regulador. 

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