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Bancos vão baixar “spreads” máximos na linha PME Crescimento

O Governo e a Associação Portuguesa de Bancos chegaram a acordo para baixar os “spreads” máximos que os bancos estão a conceder às empresas no âmbito da linha PME Crescimento. As maturidades dos empréstimos também serão alargadas.

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Junho de 2013 às 17:10
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O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira que o Governo e Associação Portuguesa de Bancos, que estiveram hoje reunidos, “acordaram uma redução nos spreads máximos praticados pelos bancos na linha PME Crescimento 2013”, tendo sido também acordado “o aumento dos máximos para os períodos de carência e prazos de empréstimos”.

 

Estas duas decisões incidem sobre as operações ainda não contratadas na linha PME Crescimento, o que equivale a cerca de 1,4 mil milhões de euros.

 

Por outro lado, foi acordado o lançamento de “uma nova linha de crédito PME Exportações, com a dotação de 500 milhões de euros”, sendo que neste caso os spreads máximos a praticar “estão ainda em fase de negociação”.

 

Aos “spreads” máximos praticados pelos bancos será retirado 0,875 pontos percentuais nos empréstimos no segmento de empresas com menor risco (PME Líder) e 0,781 pontos percentuais no segmento de micro e pequenas empresas.

 

“Espera-se que a prática de concorrência entre bancos permita que as empresas com melhores perspectivas de negócio e com menor risco de crédito possam obter taxas de juro inferiores a esses máximos”, assinala o comunicado conjunto enviado às redacções esta tarde.

 

Os períodos de carência e prazos dos empréstimos também fazem parte do acordo. Os prazos de empréstimo máximos foram aumentados de 4 para 6 anos para as micro e pequenas empresas e nos restantes casos de 6 para 9 anos. Os períodos de carência de capital foram aumentados de 6 meses para 12 meses para as micro e pequenas empresas, e nos restantes casos de 12 para 24 meses.

 

No comunicado emitido que anuncia as conclusões da reunião, o Governo (que na reunião esteve representado pelo ministro da Economia e ministro das Finanças) e a APB comprometem-se a “dinamizar o financiamento da actividade económica e, em particular, do investimento”.

 

O objectivo passa por “criar condições para que empresas com projectos de investimento rentáveis e com risco limitado possam aceder a financiamento bancário em condições atraentes”.

 

Assinalam ainda que “bem capitalizados e com acesso a liquidez, os bancos têm todo o interesse e estão determinados em conceder crédito a projectos e empresas, de acordo com critérios adequados de risco e rentabilidade. Esta é uma condição indispensável para que Portugal possa entrar numa nova fase de crescimento sustentado e de criação de emprego”.

 

(notícia actualizada com mais informação)

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