Banca & Finanças Bancos devem ser proibidos de vender acções próprias no retalho

Bancos devem ser proibidos de vender acções próprias no retalho

Os bancos devem ser proibidos de vender acções próprias e outros instrumentos de capital aos seus clientes de retalho. Esta é uma das recomendações feitas pela comissão que Carlos Costa criou para avaliar a actuação do Banco de Portugal no caso BES.
Bancos devem ser proibidos de vender acções próprias no retalho
Sara Matos/Negócios
Maria João Gago 04 de junho de 2015 às 18:02

Os balcões das instituições financeiras não devem comercializar acções destes mesmos bancos junto dos clientes de retalho. O Banco de Portugal deve promover junto do Governo uma alteração legislativa que imponha esta proibição, recomenda a comissão liderada pelo economista João Costa Pinto e que Carlos Costa nomeou para avaliar o desempenho do Banco de Portugal no caso BES e fazer sugestões para melhorar a actuação do supervisor.

 

Segundo apurou o Negócios, uma das recomendações desta comissão vai no sentido de avançar com a proibição de os bancos venderem aos seus clientes de retalho acções próprias e outros instrumentos que sejam aceites para efeitos de cálculo da solidez das instituições financeiras.

 

Além disso, a alteração legislativa proposta pela comissão Costa Pinto recomenda ainda que os bancos fiquem impedidos de comercializarem aos seus balcões, ou seja, junto de clientes de retalho, instrumentos financeiros de accionistas com participações qualificadas (acima de 2%) nas instituições financeiras. Esta proibição deve ser estendida aos títulos emitidos por empresas participadas por esses investidores com posições accionistas superiores a 2% nos bancos em causa.

 

Esta é apenas uma das diversas recomendações apresentadas pela comissão de auto-avaliação do Banco de Portugal que Carlos Costa decidiu criar para melhorar o funcionamento da instituição na sequência do colapso do BES. Este grupo, que contou com a consultoria do Boston Consulting Group (BCG), avança ainda com a sugestão de alterações na forma como a entidade de supervisão actua para que o seu funcionamento possa ser mais eficaz.

 

A comissão Costa Pinto pronuncia-se sobre diversas áreas, como a supervisão de conglomerados mistos, de accionistas qualificados, conflitos de interesse, relações intra-grupos, venda de papel comercial, venda de produtos financeiros próprios, articulação entre supervisores, auditoria externa e supervisão prudencial.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI